domingo, 30 de setembro de 2012

Flip vai homenagear Graciliano Ramos em 2013


                                                                     Foto: Reprodução


Graciliano Ramos (1892-1953)o escritor alagoano será o homenageado da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) em 2013. O evento vai acontecer entre os dias 3 e 7 de julho.
Desde o final da Flip deste ano, em julho, já se especulava que Graciliano seria o homenageado da edição seguinte da festa literária.

Mantido no cargo para 2013, o curador do evento, Miguel Conde, afirmou que na obra do autor de "Vidas Secas" a crítica da sociedade e a autocrítica artística estão ligadas. Destacou também que Graciliano soube, como poucos, unir a crítica social ao requinte literário.
"Em vez da prosa documental de tantos autores engajados do mesmo período, o que se vê então é uma obra em que o próprio compromisso político conduz à experimentação", comentou.

A homenagem da Flip coroa uma série de eventos envolvendo Graciliano nos próximos meses.

No dia 27 de outubro, ele completaria 120 anos de vida. Para a data, a jornalista Selma Caetano prepara um seminário e uma mostra com filmes inspirados na obra do escritor: "Vidas Secas" (1963), "São Bernardo" (1972) e "Memórias do Cárcere" (1984).

O seminário, programado para acontecer em São Paulo, Belo Horizonte e Recife, terá a participação dos escritores Milton Hatoum, Ronaldo Correia de Brito e Lourival Holanda, entre outros.

A Record, que edita a obra do escritor, irá lançar, ainda sem data definida, um título com inéditos. "Garranchos", organizado por Thiago Miosolla, trará textos publicados em diários, como o "Jornal de Alagoas", discursos escritos na juventude e o começo de uma peça.
Em Paraty, Graciliano será homenageado antes mesmo da edição da Flip de 2013.

Desde janeiro, o autor será estudado nas escolas da cidade. A meta da Flip é também promover ações ao longo do ano para aproximar os moradores da cidade de romances como "Angústia"  e "São Bernardo".

Cinquenta Tons: 10 motivos para ler o segundo volume da trilogia






Luciana Barros  (Jornal Extra online) 


Atenção, atenção! Este texto contém spoilers.

Para quem se apaixonou por "Cinquenta tons de cinza" — livro-sensação que chega à marca de 40 milhões de exemplares vendidos pelo mundo —, o último capítulo tinha um quê de amargor. Anastasia Steele dava um ponto final em seu relacionamento com o milionário Christian Grey, e o único consolo era saber que a trilogia de E L James só estava começando. Pois chega às livrarias neste sábado o segundo volume, "Cinquenta tons mais escuros" (Editora Intrínseca, R$ 39,90), para provar que o amor é mais forte que o medo, e que a história só fica melhor a cada página.
Confira abaixo dez motivos pelos quais "Cinquenta tons mais escuros" é ainda melhor que "Cinquenta tons de cinza". Se não quer saber nada da continuação da história, melhor parar de ler por aqui. Mas a ideia da lista não é entregar o ouro, e sim aumentar ainda mais a vontade de devorar cada página - como os olhos de Grey devoram a bela Ana.

1 - Assim que o livro começou a vender como água, as teorias vieram à tona. As mulheres aprovavam porque adorariam ser submissas, o pornô light podia ser consumido sem culpa, toda leitora gostaria de ter um macho alfa.... Bobagem. O best-seller de E L James fala basicamente de uma grande história de amor. E o relacionamento entre os protagonistas fica ainda mais declaradamente romântico no segundo livro.
2 - O sexo ainda está lá, é claro, mas numa dinâmica mais tradicional. Ana só aceita voltar com Grey se ele refrear a mão nos castigos (chicotes nem pensar!), e o bonitão assume o compromisso de querer mais. Ou seja, o casal começa a posar de apaixonado, para surpresa e inveja geral.
3 - Para a história engrenar, novos personagens começam a dar as caras. O chefe de Ana na editora, a tão falada Mrs. Robinson, o psiquiatra Dr. Flynn, uma ex-submissa louca, mais membros da família Grey...
4 - O mais perto que se chegava de um vilão, no primeiro filme, era o próprio protagonista. Agora, surgem personagens realmente maus, provocando as interessantes reviravoltas na história.
5 - Se as relações sexuais de dominação e submissão ficam menos em foco, o sexo baunilha de Ana e seu amado agora acontece em lugares mais inusitados. Uma cabine de iate, um elevador e uma fugidinha no meio de uma festa são só o aperitivo. No primeiro capítulo da obra que fecha a trilogia, "Cinquenta tons de liberdade", que vem de “brinde” no final do segundo livro, até um quarto dentro de um jatinho entra em cena.
6 - Glamour, glamour! Uma festa beneficente chiquérrima, vestidos de tirar o fôlego, carros esportivos e outros mimos da vida dos ricos e famosos aparecem em abundância. Mais pontos para Grey.
7 - Não faltam momentos de tirar o fôlego. Armas de fogo, um acidente de helicóptero, uma tentativa de estupro. A história engrena é agora.
8 - Saem de cena Kate, a chatinha melhor amiga de Anastasia, e também a família da mocinha. Realmente não fizeram falta.
9 - Ana ainda continua com suas crises de "como ele pode me amar?", mas já se mostra mais segura de seu papel na vida do agora namorado oficial. E, como o ricaço passa a ter medo de assustá-la e ser deixado novamente, ela agora tem menos receio de ousar mais entre quatro paredes.
10 - Por fim, Christian Grey aparece mais humanizado. Ele se entrega sem jogos, de forma transparente. Se já dava vontade de levar para casa (com contrato sobre limites e tudo) no primeiro livro, agora que o empresário abre mão de suas regras em nome do amor é que não há leitora que resista.