sexta-feira, 8 de junho de 2012

E-books trazem novas perspectivas ao conteúdo literário






CONGRESSOCBL-3370
Foto:Reprodução

Durante o 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, que ocorreu na Fecomercio, o diretor Executivo do internacional Digital Publishing  Forum,  Bill McCoy,  e o diretor da Simplíssimo, Eduardo Melo, falaram sobre o futuro do livro digital.

McCoy disse que em dois anos o mercado de livro digital passou de zero para um bilhão de dólares, nos Estados Unidos. “Hoje, 20% das receitas das editoras provêm de livros digitais. Preços dinâmicos farão com que o livro digital ganhem escala”, afirmou. De acordo com Melo, da Simplíssimo, que realizou pesquisa própria em janeiro de 2012, constatou-se que existiam 12 mil títulos de livros disponíveis em versões digitais no Brasil. Em 2011 eram quatro mil.
Para McCoy, a maior inovação advinda dos e-books foi a tela e, com os novos dispositivos surgindo, é possível agregar aplicativos e jogos, criar conexões com telefones celulares, além de os preços estarem baixando. “A plataforma utilizada pelos e-books disponibiliza, além de textos e fotos, experiências, convergência e interatividade, ferramentas que enriquecem o conteúdo, tornando-o portátil”, disse o palestrante, destacando a importância da existência de padrões abertos.
A pirataria foi outra questão levantada pelos palestrantes, que destacaram a importância de existir ações para coibir este tipo de fraude e explicaram que há muitas reproduções digitais pirateadas com erros de digitação.  “O papel das editoras é justamente mostrar o lado profissional do negócio. Os leitores, ao pagarem por um e-book, devem ter a contrapartida de um conteúdo fiel e de excelente qualidade”, disse Melo.
Na sequência, o publicitário Washington Olivetto, presidente de criação da agência WMcCann, em sua palestra sobre "A força das mídias digitais na divulgação do livro", enfatizou a importância da criatividade nos textos. Olivetto fez um alerta ao público presente: “A tecnologia democratizou a arte de escrever, porém esta escrita não está sendo feita corretamente”, frisou o publicitário ao final da palestra.
O Congresso
Idealizado e realizado pela Câmara Brasileira do Livro desde 2010, o Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a própria entidade constituem o principal fórum brasileiro para a discussão e debate das tendências desse novo mercado. A 3ª edição realiza-se hoje (10/05) e amanhã (11/05). Seu tema central é “A nova cadeia  produtiva de conteúdo – do autor ao leitor”. O evento conta com a participação de grandes nomes do Brasil e do exterior.
        A exemplo dos anos anteriores, serão dois dias de análises e discussões sobre os temas mais relevantes relativos ao livro digital, a perspectiva do mercado, os modelos de negócios, aspectos tecnológicos, direitos autorais e o comportamento do leitor. Todo esse conteúdo é debatido por acadêmicos, profissionais e executivos que são referência do setor. “Na edição deste ano, queremos passar por toda a cadeia produtiva do livro digital, a fim de oferecer soluções e buscar alternativas para um mercado cada vez mais dinâmico e exigente”, afirma Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Ministra da Cultura inaugura biblioteca na Favela da Rocinha






Foto:Reprodução


Janaína Carvalho - G1 RJ - 04/06/2012 
A terceira Biblioteca Parque do Rio foi inaugurada nesta segunda-feira (4) na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. O espaço, que é um centro de convivência e área de lazer, ocupa um prédio de cinco andares no interior da comunidade. Durante a solenidade, a ministra da Cultura Ana de Hollanda destacou que a diversidade cultural do Rio é muito grande e é preciso levar isso em consideração.

“Nós que trabalhamos com a cultura temos que pensar que quem faz a cultura é o povo. Nosso papel é dar ferramentas para eles desenvolverem isso”, afirmou a ministra, que percorreu as instalações da biblioteca ao lado do governador Sérgio Cabral, do vice-governador, Luiz Pezão, da secretária Estadual de Cultura, Adriana Rattes, e do presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), Ícaro Moreno.

A ministra também destacou a importância do livro e da cultura no combate à violência. “Para mudar a violência e o medo é necessário começar pela cultura”, afirmou Hollanda, lembrando que o projeto da Biblioteca Parque é inspirado na Colômbia, onde a ideia deu certo.

Construído como parte do PAC, a C4-Biblioteca Parque da Rocinha tem nos seus 1.600 metros quadrados DVDTeca, cineatro, sala multiuso para cursos, estúdios de gravação e edição audiovisual, setor de leitura e internet comunitária, cozinha-escola e café literário.


Autores da favela
A expectativa é que a biblioteca receba 215 mil pessoas por ano, entre moradores da região e de bairros vizinhos. Com acervo com capacidade para 15 mil livros, a Biblioteca Parque da Rocinha reserva um espaço dedicado aos autores da comunidade.

“Fiz o livro em homenagem a minha mãe e às mulheres da Rocinha. Minha mãe nasceu, cresceu e morreu analfabeta e eu me formei em História na PUC. É uma emoção ímpar participar disso aqui hoje”, afirmou Fernando Ermiro da Silva, 41 anos, autor de um livro de contos, que trabalha como produtor cultural da biblioteca. O espaço também possui livros em braile para deficientes visuais e um espaço totalmente dedicado às crianças, com livros infantis e atividades que estimulam a leitura.
Durante a solenidade de inauguração, houve apresentação de um grupo de samba, dançarinos de funk e de poesia. De acordo com Cabral, o projeto só foi possível porque a comunidade não é mais dominada por traficantes de drogas. 

“Só foi possível porque resolvemos não aceitar mais o controle paralelo dentro das comunidades. É uma mudança de hábito e de cultura que passa por mudar a polícia e a política de segurança pública”, afirmou o governador. “Facção agora é a do bem. Temos que trazer o povo de Manguinhos e do Alemão aqui”, disse Cabral.
De acordo com a secretária Adriana Rattes, a C-4 Biblioteca Parque da Rocinha integrará uma rede de bibliotecas parque iniciada com a abertura da Biblioteca Parque de Manguinhos, em 2010. "O conceito de biblioteca vem evoluindo muito, de um lugar apenas de guardar livros, de consulta de pesquisas e estudos para um centro de cultura, conhecimento e cidadania", afirmou a secretária, destacando que até janeiro deve ser inaugurada uma biblioteca no mesmo formato no conjunto de favelas do Alemão.

Do blog do Galeno