domingo, 25 de setembro de 2011

[MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA NO NAMORO, de Silvia Trevisan]




Livro de estreia da jornalista Rita Trevisan, Manual de sobrevivência no Namoro fala da história de July, uma garota que, como muitas outras, está dando os primeiros passos em sua vida amorosa. 
Quem não se lembra da sensação de insegurança antes do primeiro beijo, ou do frio na barriga só de saber que iria encontrar “aquele” garoto ou mesmo da enorme tristeza, que parecia sem fim, após levar um fora? As primeiras experiências amorosas são muito importantes na vida de qualquer menina e, por isso, o namoro foi o tema escolhido para inaugurar a Coleção Atrevida, que ainda terá mais cinco publicações voltadas aos adolescentes.
Em Manual de sobrevivência no Namoro a leitora acompanha as páginas do diário de July e também recebe dicas da autora para ajudá-la a “sobreviver” a situações delicadas como o primeiro encontro depois de “ficar” com alguém ou de como segurar a ansiedade enquanto ele não liga, além de divertidos testes.

Sobre a autora

Rita Trevisan é jornalista e pesquisadora em comportamento adolescente, com mestrado em Adolescência e Sexualidade. Há mais de dez anos está em contato direto com os jovens, tanto nas matérias que faz sobre assuntos que os inquietam como em uma coluna, na revista Atrevida. E, agora, acaba de lançar o Manual de Sobrevivência no Namoro, o primeiro de uma coleção de seis livros para o público teen. 

Manual de sobrevivência no Namoro

Autor: Rita Trevisan
Número de páginas: 128
Preço Sugerido: R$ 19,90

[53º PRÊMIO JABUTI: NOTA DE ESCLARECIMENTO DESCLASSIFICADOS]

Em reunião extraordinária da Comissão do Prêmio Jabuti, presidida pelo seu curador, José Luiz Goldfarb, decidiu-se pela desclassificação das seguintes obras, por estarem em desacordo com o regulamento:

·      As Horas de Katharina, de Bruno Tolentino (Record), na categoria Poesia;
·      O Outono da Idade Média, de Johan Huizinga (Cosac Naify), na categoria Tradução;
·      Itinerário de uma Falsa Vanguarda, de Antonio Arnoni Prado (Editora 34),  na categoria Teoria / Crítica Literária.

A reunião foi convocada após contestações quanto à classificação dos três finalistas, anunciados na apuração da primeira fase do Prêmio, ocorrida na última quarta-feira (21/09).

A Câmara Brasileira do Livro lamenta a equivocada aceitação das inscrições, e se compromete a adotar providências no sentido de que o erro não se repita, incluindo maior ênfase na divulgação dos itens restritivos das inscrições e reforçando a importância da plena consciência dos participantes sobre o regulamento.

Ao fazer prevalecer o regulamento, a comissão referendou a lisura, transparência e credibilidade, fatores que muito contribuíram para que o Jabuti se consolidasse como o mais importante prêmio do mercado editorial brasileiro.

Com esta decisão, as seguintes obras passam a figurar entre os finalistas à edição 53 do Prêmio Jabuti:

·      Dois, de Érico Nogueira (É realizações Editora, Livraria e Distribuidora LTDA), na categoria poesia;
·      Estranho Interlúdio, de Alipio Correia de Franca Neto (Editora da Universidade de São Paulo), na categoria Tradução;
·      Coleção Ciranda da Poesia, de Ítalo Moriconi (da Eduerj), na categoria Coleção Ciranda da Poesia.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

[Mini Becky Bloom, tal mãe tal filha, de Sophie Kinsella]

Foto: Reprodução

Quem gosta de chick lit com certeza já leu os livros anteriores da personagem consumista de Sophie Kinsella, Becky Bloom. Atrapalhada ao extremo Becky sempre encontra uma justificativa para comprar mais uma blusa, mais um sapato, mais uma bolsa ou seja, como todas nós mulheres.

E agora chega ao Brasil o livro Mini Becky Bloom: Tal mãe tal filha. 

Aqui,  Becky Bloom está casada com o homem de seus sonhos, Luke, e tem uma filha de dois anos, Minnie, que parece seguir desde esta tenra idade, o gosto da mãe por compras e por moda. Mas criar a filha é muito mais complicado do que parecia ser, pois a garotinha cria confusões por onde passa. E quando Becky decide dar uma festa surpresa para Luke, não será uma tarefa fácil manter os preparativos em segredo do marido. Com certeza mais confusões a vista. 

A versão brasileira traz uma capa diferente das já publicadas nos EUA (dir.)e Reino Unido (esq.)




Sobre a autora

Sophie Kinsella, nascida Madeleine Wickham, em Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britânica. e é uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora. 

Conheça as principais obras de Sophie, todas publicadas no Brasil. 

Série Shopaholic

  1. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (2000)
  2. Becky Bloom - Delírios de Consumo na 5ª Avenida (2001)
  3. As Listas de Casamento de Becky Bloom (2001)
  4. A Irmã de Becky Bloom (2004)
  5. O Chá-de-Bebê de Becky Bloom (2007)
  6. "Mini Shopaholic" (Setembro/2010)


Romances

  • O Segredo de Emma Corrigan (2003)
  • Samantha Sweet, Executiva do Lar (2005)
  • Lembra de mim? (2008)
  • Menina de Vinte (Twenties Girl) (2010)



Mini Becky Bloom, tal mãe tal filha, de Sophie Kinsella
Editora Record
Custo do consumo_R$ 27,11 na Saraiva.com 
Folheando as páginas_ a definir


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

[NÔMADE, de Ayaan Hirsi Ali]


 Foto: Reprodução



Ayaan Hirsi Ali atraiu atenção mundial com o seu livro de memórias 'Infiel', que ficou 31 semanas na lista de best-sellers do New York Times. Em Infiel, ela conta sua infância e adolescência na Somália, na Arábia Saudita, na Etiópia e no Quênia sob o rigor do islamismo, até chegar à Holanda, onde se tornou uma das principais críticas do islã e defensora do direitos das mulheres. 

Em 'Nômade', seu novo livro que chega às livrarias em na próxima semana, ela narra sua mudança para os Estados Unidos em busca de uma nova vida, longe dos islamitas europeus que a ameaçaram de morte. Aqui, a história da transição da vida tribal à cidadania plena em uma democracia ocidental, Ayaan relata as reviravoltas em sua vida após o rompimento com a família, que a renegou quando ela renunciou ao islã depois do Onze de Setembro. 

De forma comovente, a escritora somali relata sua reconciliação com a mãe e os primos, e com o pai no leito de morte. 'Nômade' é o retrato de uma famíliadilacerada pelo choque de civilizações, mas também é um relato sensível, otimista e muitas vezes divertido da descoberta dos Estados Unidos por uma mulher que teme que o país esteja repetindo o erro europeu de subestimar o islã radical. Ayaan convoca instituições ocidentais - como o movimento feminista e as igrejas cristãs - a pôr em prática ações para ajudar outros imigrantes muçulmanos a superar os obstáculos que ela vivenciou em sua assimilação à sociedade ocidental e a resistir à sedução do fundamentalismo.



 Foto: Reprodução


Sobre a autora

Ayaan Hirsi Ali nasceu em 1969 em Mogadíscio, Somália. É uma política holandesa conhecida pelas suas críticas em relação ao Islã. Foi deputada na Câmara Baixa (Tweeede Kamer) do parlamento holandês pelo Partido Liberal (VVD) entre Janeiro de 2003 e Maio de 2006, altura em que se demitiu do cargo reconhecendo ter mentido no processo de asilo político que lhe concedeu a cidadania holandesa.

Aos cinco anos Ayaan e sua irmã de 4 anos sofreram a infibulação do clitóris numa cerimônia organizada pela avó, apesar da oposição do pai a esta prática. 

Quando tinha seis anos a sua família deixou a Somália para se fixar na Arábia Saudita, depois na Etiópia e mais tarde no Quénia, onde a família obteve asilo político. Foi neste país que Ayaan fez a maior parte dos seus estudos.

Em 1992 Ayaan chegou aos Países Baixos em circunstâncias que ainda não são totalmente claras. Segundo Ayaan, o seu pai pretendia casá-la com um primo residente no Canadá. Enquanto aguardava na Alemanha pelos documentos que lhe permitiriam entrar no Canadá, Ayaan teria decido fugir para os Países Baixos, onde recebeu o estatuto de refugiada.

Trabalhou como empregada de limpeza e tradutora, antes de frequentar o curso de Ciência Política na Universidade de Leiden.

Após a conclusão dos seus estudos trabalhou para a Fundação Wiardi Beckman, um instituto ligado ao Partido Trabalhista (PvdA). A pesquisa que ela ali desenvolveu focou sobretudo a integração de mulheres estrangeiras (maioritariamente muçulmanas) na sociedade neerlandesa.

Esta pesquisa deu-lhe opiniões fortes sobre o assunto, o que resultou num corte de relações com o PvdA. Na sua opinião, não havia espaço suficiente dentro do PvdA para criticar aquilo que ela via como consequências negativas de certos aspectos sócio-culturais dos migrantes e do Islão. A revista "Time" considerou-a uma das cem pessoas mais influentes no planeta em 2005.

No dia 20 de Novembro de 2004 Ayaan Hirsi Ali foi galardoada com o Prémio Liberdade do Partido Liberal da Dinamarca "pelo seu trabalho a favor da liberdade de expressão e dos direitos das mulheres". Devido a ameaças de fundamentalistas islâmicos não foi possível a Ayaan estar presente na cerimónia de entrega do prémio. No entanto, um ano depois, a 17 de Novembro de 2005, ela viajou até à Dinamarca para agradecer pessoalmente a Anders Fogh, primeiro-ministro da Dinamarca e líder do Partido Liberal. No dia 29 de Agosto de 2005 Ayaan foi galardoada com o Prémio Democracia do Partido Liberal da Suécia "pelo seu corajoso trabalho a favor da democracia, direitos humanos e direitos das mulheres."

Ayaan Hirsi, já publicou Infiel, também pela Cia das Letras, e comentado aqui no Devoradora


Nômade, de Ayaan Hirsi Magan
Editora Cia das Letras
Folheando_392 pág.
Custo_R$ 46,





quarta-feira, 7 de setembro de 2011

[O CLUBE DO BISCOITO, de Ann Pearlman]

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  Foto: Reprodução


O que acontece quando algumas mulheres sew unem para colocar a conversa em dia? Fazem confissões, bebem vinho, pedem e dão conselhos, trocam receitas, e falam, todas ao mesmo tempo. A cena que se repete todos os anos, na primeira segunda-feira de dezembro, na casa de Marnie, a protagonista deste livro, une  Jeannie, Taylor, Rosie e mais oito amigasque além de se reunirem comem um monte de biscoitos caseiros lindamente embrulhados. O grupo deu origem ao emocionante O Clube do Biscoito, de Ann Pearlman.


Neste dia, essas mulheres sentem-se à vontade para compartilhar qualquer tema: a paixão e a esperança de um novo amor, as desilusões e as traições amorosas, os medos e as alegrias da maternidade, a agonia de perder um filho e, acima de tudo, a admiração e o respeito que sentem umas pelas outras. Contudo, neste ano, além das histórias divertidas, há alguns assuntos sérios a tratar: a filha mais velha de Marnie está enfrentando uma gravidez de risco. O pai de Jeannie está tendo um caso com sua melhor amiga. Taylor, após ser abandonada pelo amor de sua vida, está com as finanças por um fio. Já Rosie enfrenta a repulsa de seu marido à ideia de um possível filho.


O Clube do Biscoito fala de caminhos percorridos, da absoluta alegria de viver e amar — apesar das decisões das quais nos arrependemos —, das escolhas difíceis, das reparações que temos que fazer e dos sacrifícios ao longo da jornada. Em última análise, é a história de todas as mulheres. Ao ler esta, a de Marnie e suas adoráveis amigas, suas lutas e triunfos, o que as faz rir e o que já as fez e fará chorar, os leitores verão em si mesmos alguns dos ingredientes de sua própria história de vida. Uma história para ler com o coração aberto,  e por que não devorar cada página? 



Sobre a autora


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Foto: Reprodução
Ann Pearlman nasceu em Washington DC e depois mudou-se entre várias cidades do Centro-Oeste, mais notadamente Chicago e Pittsburgh. Ann graduou-se em Antropologia e pós-graduou-se em Serviço Social clínico e ainda mantém sua prática como psicoterapeuta. Publicou seu primeiro livro, Getting Free: Mulheres e Psicoterapia em 1982.


O Clube do Biscoito
Editora Bertrand Brasil
Custo do livro de biscoitos_R$ 39,00
Folheando a Liga das mulheres_ 294 páginas

[EVENTO HOMENAGEIA LYGIA FAGUNDES TELLES]



Foto: Reprodução




A sexta edição do "Encontros de Interrogação" acontece de hoje a sexta no Itaú Cultural (av. Paulista, 149; tel. 0/xx/11/2168-1776; grátis; programação em www.itaucultural.org.br, com participação de 50 escritores de todo o país. 





terça-feira, 6 de setembro de 2011

[XV Bienal do Livro Rio apresenta novidades do mercado de livros eletrônicos]

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Foto:Reprodução
Seminário entre representantes do Brasil, França, Alemanha e Espanha discute as possibilidades de facilitar o acesso à leitura por meio de publicações digitais
Na primeira edição da Bienal do Livro Rio com um espaço voltado para o universo digital, os corredores e pavilhões do Riocentro mostram a convivência entre os livros tradicionais e os eletrônicos. Mais do que oferecer exemplares para a venda e download, a festa literária põs à disposição do público no espaço Bienal Digital a possibilidade de degustar – muitos, pela primeira vez – equipamentos do mundo editorial voltado para o mercado digital como e-books, tablets das principais marcas, como  Motorola, Apple, Samsung e Semp Toshiba, e e-readers. Neste espaço, os visitantes terão a oportunidade de entrar em contato com as novas tecnologias que ditam a transformação do mercado editorial. 
Cada vez mais em voga, a união de tecnologia com a leitura é algo que conquistou até mesmo veteranos do mercado. O cartunista e escritor Ziraldo lançou o Menino Maluquinho pela primeira vez em e-books, e gostou da idéia: “É moderníssimo, uma coisa mágica! Já usei todas as formas como teatro, jornais, televisão, cinema e agora o e-book. O importante é que a garotada está gostando”, disse. Para o superintendente da Editora Melhoramentos, Breno Lerner, os e-books são fundamentais para atrair o público mais jovem para o universo das palavras. “Tudo segue um fluxo natural, e a internet e suas tecnologias estão dominando o cenário atual, e os livros não tinham como fugir disso.”
A XV Bienal do Livro Rio, uma iniciativa do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livro) em parceira com a Fagga | GL exhibitons, acontece no Riocento até o dia 11.

[CLÉO, de Helen Brown]

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Foto:Reprodução
A autora  de Cléo narra um drama pessoal que a levou a uma depressão e quase acabou com sua família. A superação da dor e a vontade de viver reaparecem com o amor e amizade de um ser surpreendente: Cleo, uma gatinha frágil e enérgica.
Eu particularmente não sou nada chegada a gatos, mas gosto de histórias de animais que auxiliam seus donos na superação de estados depressivos, ou egoístas. Quando você se ocupa, e consequentemente se preocupa com outro ser, humano, ou animal a sua vida muda o foco.
    Com “Cleo” não é diferente. Uma história sobre perdas, recuperação, amor e reconhecimento pessoal, que Helen Brown escreve de maneira leve relatando um período conturbado da sua vida. Sua gatinha a ajudou em todos os aspectos, influenciando-a a continuar buscando por seus sonhos – inclusive profissionais. Parece muito? Não, não é.
A jornalista Helen Brown escreve sobre sua experiência pessoal e conta como uma ‘simples gata’ a ajudou em sua recuperação.
Helen apresenta a sua família ― Steve, seu primeiro marido, seus filhos, Sam e Rob, e a labradora Rata ―, o seu casamento fragilizado e a contínua tentativa de fazê-lo dar certo, e a paixão de Sam por animais. Uma fatalidade, no entanto, muda tudo: Sam morre em um acidente de carro, na frente de Rob.
A gatinha Cleo chega ao novo lar e encontra uma família devastada pela dor: Steve reprime seu sofrimento, Rob não sorri e Helen entra em depressão. Aos poucos, a alegria contagiante da gata rouba a atenção de todos, fazendo com que voltem a viver o presente e a pensar no futuro.
A busca por um novo começo são dois acontecimentos destacados pela autora em uma narrativa delicada sobre uma tragédia familiar. Cleo auxilia na sua superação da dor, estando presente quando Helen deve escolher qual caminho seguir. Além de uma história de amor e de perda, Cleo traz à tona autoconhecimento e o poder restaurador do amor por um animal. Recomendo!
Sobre a autora
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Foto: Reprodução
Helen Brown é escritora e jornalista neozelandesa radicada na Austrália. Escreveu colunas para diversos veículos, como o Dominion e o Sunday Star. Depois de figurar nas listas dos mais vendidos no Reino Unido, na Austrália e na Nova Zelândia, Cleo atingiu o primeiro lugar na lista do New York Times em sua primeira semana nos Estados Unidos e já teve seus direitos autorais adquiridos para o cinema.
Título: Cleo, de Helen Brown
Editora: Agir
Lambendo as páginas: 352
Custo da terapia felina: R$ 29,90

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

[COMEÇOU A 15ª BIENAL DO LIVRO DO RIO DE JANEIRO]


Foto Publius Vergilius 
Diversidade e busca pelas novidades marcam o primeiro dia da XV Bienal do Livro Rio

Autores e editores discutem mudanças e oportunidades na era dos livros digitais e a nova produção literária brasileira

O primeiro dia da XV Bienal do Livro Rio foi marcado pelo início dos encontros entre autores e leitores, um ponto forte da maior festa literária do país. Entre os temas debatidos nesta quinta-feira (1) estavam o papel da crítica da nova literatura brasileira, a influência das novas tecnologias na forma de escrever e o encontro da gastronomia com os livros. Nos próximos dez dias, mais de 120 escritores brasileiros e 21 estrangeiros passarão pelos pavilhões do Riocentro, em uma demonstração da diversidade do evento, organizado pelo SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e pela Fagga | GL exhibitions. Em uma edição que põe a literatura do Brasil como a principal homenageada, coube à presidenta Dilma Rousseff abrir oficialmente a Bienal, na primeira vez na história do evento literário em que a inauguração ficou por conta de um presidente da República.
O já tradicional Café Literário foi inaugurado um debate sobre a função da crítica na nova produção literária brasileira, com a participação da escritora Ana Paula Maia, do jornalista, escritor e crítico Paulo Roberto Pires, e da professora de literatura Beatriz Rezende. Durante uma hora, os participantes discutiram a produção feita no país a partir da década de 90, e como a crítica se posiciona diante desse fenômeno.
Pires se referiu ao crítico literário Antônio Cândido para fazer uma análise da classe. “Existem dois aspectos do Antônio Cândido que não são muito lembrados: ele gostava de se arriscar. Resenhou uma autora de apenas 17 anos, Clarice Lispector, quando ela escreveu Perto do coração selvagem. E ele escrevia num português normal, acessível. Hoje, todo mundo fica em cima do muro”. Já Maia, autora da trilogia A saga dos brutos (Editora Record), afirmou que não era possível falar em uma unidade dessa nova literatura, uma vez que há diferenças significativas entre os autores.
Logo em seguida, o espaço recebeu as chefs Flávia Quaresma e Teresa Corção, que falaram sobre gastronomia, suas novas tendências e seu encontro com a literatura. Corção lembrou das poesias de Cora Coralina, ricas em referência sobre a cozinha. Já Quaresma disse ser fã de Clarice Lispector e seus contos. As duas ainda falaram sobre o movimento slow food, que prega uma alimentação de qualidade, e sobre a popularidade dos chefs, elevados à categoria de popstars. No fim, sobrou espaço até para dar uma receita de risoto de camarão para o público presente.
Já o espaço Mulher e Ponto, local de encontro entre escritoras e personalidades do universo literário, foi inaugurado com uma conversa entre Luciana Villas Boas, diretora-geral da editora Record, e Vivian Wyler, gerente-editorial da editora Rocco. As mudanças provocadas pela tecnologia no mercado editorial já tinham sido abordadas mais cedo, na série Encontros Profissionais, pelo vice-presidente da Amazon, David Naggar, em palestra que reuniu profissionais do mercado editorial dispostos a discutir os rumos e as oportunidades que o mercado de livros digitais tem a oferecer.
“A Amazon já vende três vezes mais livros digitais do que impressos nos Estados Unidos e esse número cresce a cada ano. Foram 900 mil apenas este ano, para mais de 150 países. O e-book pode alcançar um número cada vez maior de pessoas”, disse Naggar, que enfatizou a necessidade de tornar as obras cada vez mais acessíveis.
De olho em um mercado cada vez maior e disposta a oferecer literatura nas mais diversas plataformas, a Bienal do Livro Rio tem pela primeira vez um espaço dedicado aos e-books, a Bienal Digital. “A Bienal não pode se fechar para o que existe de novo. Trazer novidades é a nossa missão. Precisamos nos preparar para esse desafio que vem pela frente”, explica Sônia Jardim, a presidente do SNEL. Outro sucesso foi a Maré de Livros, o espaço infantil interativo que, com a curadoria de João Alegria, conquistou a atenção das muitas crianças de passeavam pela Bienal.

Nesta sexta-feira,  a expectativa é de emoção e tietagem explítica. Um dos pontos altos do segundo dia da Bienal é a homenagem programada para Moacyr Scliar. Luiz Schwarz, Luís Fernando Veríssimo, Luís Augusto Fischer e Domício Proença Filho, com mediação de Ítalo Moriconi, homenagearão esse médico, professor, cronista, escritor gaúcho e autor de mais de 70 livros, falecido este ano. O encontro será às 17h, no Café Literário (pavilhão azul).
Outra reunião de destaque está prevista para 18h30, que acontece no espaço Livro em Cena, no pavilhão verde. O ator Eriberto Leão vai abrir a programação em que atores interpretam grandes obras de autores. Eriberto inaugura o evento com Castro Alves, recitando trechos de Vozes d’África, Navio Negreiro, Quando Eu Morrer e Adormecida.
Quem é fã do sobrenatural, da literatura que aborda os limites da fé e da imaginação, terá, às 19h, no Café Literário, a discussão do tema: Magia e verdade do imaginário: por que nos atraem vampiros e bruxas. Na abordagem desse segmento literário, estão a americana Deborah Harkness e a historiadora Mary Del Priore, com mediação de Guiomar de Grammont.
Às 20h, no espaço Mulher e Ponto, no pavilhão verde, Claudia Nina e Simone Campos falarão sobre As Autoras e as Redes Sociais, que analisam, com mediação de Tânia Carvalho, o surgimento de obras que têm como ponto de partida as mídias sociais como Facebook, Orkut, Twitter e outras redes, além da influência das novas tecnologias na forma de escrever. Paralelamente à programação oficial, os expositores programaram sessões de autógrafos, aproximando cada vez mais  os autores de seu público. As sessões acabam às 20h.
A 15ª Bienal do Livro Rio, uma iniciativa do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) em parceria com a Fagga | GL exhibtions, acontece no Riocentro entre 1º e 11 de setembro de 2011.