quarta-feira, 31 de agosto de 2011

[POLANSKI, UMA VIDA, de Christopher Sandford]

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A biografia, de um dos mais brilhantes e controversos cineastas de nosso tempo: Roman Polanski. Judeu, aos 10 anos conseguiu escapar da Cracóvia, na Polônia, mas sua mãe foi morta em Auschwitz. 


A brilhante carreira no cinema começou nos anos 1960, década em que sua esposa Sharon Tate foi brutalmente assassinada. Em 1977, a vida pessoal de Polanski seria novamente notícia. O diretor foi acusado pelo assédio sexual de uma menina de 13 anos. 

O homem que teve sua vida permeada por momentos de sucesso e de abandono, com uma brilhante carreira no cinema que começou nos anos 60, mesma década em que sua esposa Sharon Tate, uma das atrizes mais bonitas de Hollywood foi brutalmente assassinada. 

Foto: Reprodução

Tate estava grávida de oito meses e meio de seu primeiro filho e seu assassinato foi considerado uma das maiores tragédias ocorridas na sociedade e na história criminal americana. O seu assassinato pela notória Família Manson, cujo mentor foi Charles Manson, um psicopata e seus seguidores, Charles “Tex” Watson , Susan Atkins e Patricia Krenwinkel, que também foram condenados à morte, pena depois comutada pelo estado da Califórnia em prisão perpétua. Todos estão presos até hoje, tendo sido negadas todas as petições de liberdade condicional através dos anos. 


Sobre o autor 
Foto: Reprodução


Christopher Sandford já escreveu a biografia de grandes símbolos da cultura mundial contemporânea. No hall das estrelas biografadas por Sanford estão Eric Clapton, Kurt Cobain, David Bowie, Sting, Steve McQueen, entre outros.




Polanski, uma vida
Nova Fronteira

Preço do roteiro de Polanski_R$ 59,90 
Virando o roteiro_488 páginas



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

[MEU TIPO DE GAROTA, de Buddhadeva Bose]

Foto: Reprodução


Este livro lançado em janeiro de 2010 conta a história de quatro passageiros que não se conhecem dividem a desconfortável sala de espera da estação de Tundla, na Índia, enquanto esperam a ferrovia voltar ao funcionamento depois de um descarrilamento de trens. O grupo inclui um empreiteiro, um alto funcionário militar do governo, um médico de grande clientela e um escritor melancólico.Inspirado pela aparição de um jovem casal de namorados, um deles sugere que os quatro passem o tempo contando histórias de amor que tenham acontecido a eles próprios ou a pessoas conhecidas.


Por meio dessas histórias, que podem ser lidas quase como contos autônomos, o escritor bengali Buddhadeva Bose revela de modo sutil as relações culturais, raciais e religiosas na Índia da primeira metade do século XX. Poucos autores conseguem entrelaçar de modo tão fluente e aparentemente espontâneo a observação das emoções humanas e a descrição da vida social. O livro fala de amor. Porque as histórias são narradas( e vividas) por homens. E mesmo com tanta testosterona, o texto do bengali Buddhadeva Bose é delicado, e cheio de emoções. Eu gostei bastante, por isso, recomendo. 

Publicado originalmente em 1951, Meu tipo de garota é um dos livros mais importantes do poeta, romancista e tradutor Bose, considerado um dos grandes escritores bengali do século passado.



Sobre o autor



Foto: Reprodução





Buddhadeva Bose, nasceu em Comilla, Bengala, em 1908. Foi um dos maiores escritores bengali do século XX. Figura central do movimento modernista de Bengala escreveu livros de poesia, romances, coletâneas de contos, peças de teatro e ensaios. Foi também editor e tradutor de autores como Baudelaire, Hölderlin e Rilke. Morreu em 1974.

Meu tipo de Garota

Companhia das Letras
Revelando a garota ideal em_152 páginas
Custo da garota ideal_R$ 33



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

[O SEGREDO DO CHANEL Nº 5: A história íntima do perfume mais famoso do mundo, de Tilar J. Mazzeo]

Foto: Reprodução

O perfume que leva a assinatura de Coco Chanel é mais do que um sucesso de vendas. Ele também reflete o tino empresarial de sua idealizadora. Da estratégia de apresentação, que incluiu um jantar comemorativo em um restaurante exclusivo em Cannes, com o ar ao redor de sua mesa furtivamente perfumado com a nova fragrância, ao licenciamento do produto, entregue aos seus sócios na Les Parfums Chanel, todas as ações envolvem manobras brilhantes de Mademoiselle Chanel, que soube transformar sua criação num verdadeiro símbolo da cultura francesa, identificado inclusive como ícone da resistência durante a Segunda Guerra Mundial, a despeito das ligações de Chanel com os alemães.



 A trajetória da fragrância mais famosa do mundo, sinônimo de sensualidade e sofisticação, é contada com charme e uma prosa envolvente em O segredo do Chanel nº 5 – A história íntima do perfume mais famoso do mundo. Conhecido entre os especialistas como le monstre, o Chanel nº 5 atravessou o século XX como um ícone de feminilidade e mantém até hoje lugar de destaque na seleta galeria de objetos de desejo da indústria do luxo. Mas o que está por trás de tanto sucesso? Graças a um minucioso trabalho de pesquisa, a historiadora cultural Tilar J. Mazzeo – autora do bestseller A viúva Clicquot e expert em biografias que unem produtos glamurosos a fascinantes personalidades femininas – separa o que é lenda e o que é verdade na criação do perfume.

A autora começa mostrando como Gabrielle Chanel cresceu entre as freiras do orfanato da abadia de Aubazine, na França. Afinal, conhecer a vida de Chanel é fundamental para entender o processo que fez o Rallet nº 1, aroma favorito das mulheres da dinastia Romanov, desaparecido junto com a Rússia imperial, renascer em terras francesas. Aperfeiçoado por seu criador, o Rallet se transformaria no emblemático Chanel nº 5.

Misturando essências de rosas e jasmins, além de moléculas conhecidas como aldeídos, o perfumista Ernest Beaux realizaria o desejo de Coco Chanel: obter um aroma que fosse sexy e provocante, mas ao mesmo tempo sofisticado e feminino. A combinação de um buquê natural e outro sintético, atuando em sutil equilíbrio, é parte do segredo do Chanel nº 5, e deu origem a uma família de fragrâncias completamente nova: a dos florais-aldeídos.


De acordo com a autora,  o segredo do Chanel nº 5 não está apenas na excelência do produto, em estratégias de marketing ou na vida de sua criadora. O que faz a diferença é a fascinação coletiva que o perfume desperta – em média, a cada 30 segundos um vidro é vendido em algum lugar do mundo. Ainda hoje, as mulheres se rendem ao charme da fragrância como acontecia na década de 1920, descobrindo por que Marilyn Monroe fez dela a sua favorita. 


Sobre a autora

Foto: Reprodução

Tilar J. Mazzeo, é historiadora cultural e biógrafa, além de uma estudiosa apaixonada pela produção de vinhos e culinária. Ela mora nos Estados Unidos, onde divide seu tempo entre a Califórnia, a terra americana do vinho, e o Maine, onde é professora-assistente no Colby College. A Viúva Clicquot é seu primeiro livro publicado no Brasil.

O Segredo de Chanel nº 5
de Tilar J. Mazzeo, 
Perfumando a estante por_34,90
Folheando Chanel nº 5_R$304 páginas



terça-feira, 16 de agosto de 2011

[Byron Apaixonado, de Edna O’Brien]

Foto:Reprodução

Neste livro, um retrato do polêmico do poeta inglês e de suas paixões. Lorde George Gordon Byron foi o primeiro rock star literário, cujas faltas foram redimidas por seu magnetismo, heroísmo e destino trágico. Teve inúmeros e excêntricos amantes — de ambos os sexos — em sua vida, e ocupou a ponta de um sórdido triângulo amoroso com sua esposa e sua meia-irmã.


O retrato intenso e detalhado de Edna O’Brien segue as paixões do último Adônis europeu, da Londres da Regência às extravagâncias da Albânia e aos prazeres do Mediterrâneo. Uma narrativa impiedosa sobre um poeta na condição de rebelde — imaginativo, sem lei e imortal.

Segundo O’Brien, a ideia desta biografia surgiu após ler um livro de memórias em que a autora dizia ser o poeta a pessoa mais extraordinária e terrível que conhecera. Ao analisar George Gordon Byron, conhecido por todos como Lorde Byron, Edna prova que a aptidão para a poesia é distinta e tem pouco a ver com a vida individual de seu criador.

Sempre rebelde o poeta adorava propagar notícias escandalosas. Em Byron Apaixonado, a autora mostra que esse comportamento foi fundamental para suas obras, sendo, talvez, a razão de seu estilo inigualável.



“Edna O’Brien mapeia os diversos amores da vida impulsiva do célebre poeta do século XIX em uma narrativa sincera.” (Sunday Telegraph)

Leia o primeiro capítulo: http://bit.ly/kQZtJo


Sobre a autora


Foto:Reprodução


A escritora e romancista irlandesa, cujas obras giram em torno dos sentimentos íntimos das mulheres e, seus problemas de relacionamento com os homens e a sociedade, escreveu mais de vinte livros.

Edna O'Brien nasceu em Tuamgraney, Condado de Clare, na Irlanda, em 1930, um lugar que ela viria a descrever como "ardente", "fechado" e "catastrófico". De acordo com O'Brien, a mãe dela era uma forte e controladora mulher que tinha emigrado temporariamente para a América, e trabalhou durante algum tempo como uma empregada em Brooklyn, Nova Iorque, para uma família irlandesa-americana antes de retornar à Irlanda para criar uma família.
Ela publicou seu primeiro livro, Country Girls, em 1960. Esta foi a primeira parte de uma trilogia de romances (posteriormente recolhidos como Trilogia The Country Girls), que incluiu também A Lonely Girl (1962) e Girls in Their Married Bliss (1964). Pouco depois de sua publicação, esses livros foram proibidos na Irlanda, devido à sua franqueza nos retratos da vida sexual de seus personagens.
Outras obras notáveis foram uma biografia de James Joyce, publicado em 1999, e uma biografia do poeta Lord Byron, "Byron in Love", publicado em 2009.
A autora ficou mais conhecida nacionalmente ao alegar que Chico Buarque é uma fraude. Esse caso chegou ao conhecimento do público ao ser redigido pelo colunista Diogo Mainardi.




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

[32-32 anos, 32 homens, 32 tatuagens, de Stella Forense]


 Foto: Reprodução
Com linguagem irônica, contundente e bem-humorada, Stella relata em 53 capítulos curtos seus sucessivos amores fracassados. Ao todo foram '32'.

'32 - 32 anos, 32 homens, 32 tatuagens', é uma ficção que,  na voz de uma mulher com uma sede de amar irrestrita e infinita, aborda o tema 'relacionamentos'. 
A autora, Stella Florence, que também escreveu 'Os Indecentes', fala de desilusões amorosas, das delícias de um novo romance, da busca pelo parceiro ideal e de como enfrentar os próprios medos e dar a volta por cima. Humor sobre o amor e sua intensidade - para o bem ou para o mal mas, estritamente necessário.
Com a narração em primeira pessoa, Stella Florence não esconde que a personagem do livro 32 - 32 anos, 32 homens, 32 tatuagens, lançado pela editora Rocco, é o seu alter-ego. Fala da  personagem que decide fazer 32 tatuagens, uma para cada homem que passou pela sua cama, e atacar idéias sobre o amor, como “é você quem atrai esse tipo de homem”, “você precisa se amar para que o outro te ame”, “não se deve transar num primeiro encontro” ou “você só vai encontrar alguém quando esquecer esse assunto”.
As tatuagens não são homenagens, mas sim uma espécie de exorcismo para sua fúria. “O que realmente me fez passar algumas horas com aquele tropeço foi a falta de opção. Entre o nada e o espinho, eu fico com o espinho: nunca se sabe quando um aroma de rosa pode nos surpreender. Sexo, apenas sexo, é o substituto vagabundo de uma relação amorosa completa, eu sei disso. E na falta de um risoto fumegante, engulo um pequeno verme cru. Não é gostoso, não cheira bem, não dá saudade, mas distrai a fome. É isso aí, cara-pálida: nos vemos na próxima refeição,” diz a autora no livro.
É enquanto se tatua, que a protagonista tem lembranças eróticas e românticas, além de reminiscências à relação sufocante com a mãe, um pai ausente e um brutal desejo por liberdade que acaba gerando um comportamento compulsivo. “A multiplicidade de homens me é necessária. Se nenhum permanece, eu preciso de todos”, explicita a protagonista. Por fim, ao se dar conta de que estava presa a um círculo vicioso de paixões sobrepostas ela conclui que ficar sozinha é preciso. A partir daí, passa a desfrutar de um dos melhores sentimentos: o amor por si mesma. Tudo o que queremos da vida! 
Sobre a autora



Foto: Reprodução

*Stella Florence nasceu em 67, tem uma filha, 30 tatuagens e oito livros, entre eles "Hoje Acordei Gorda" e "Os Indecentes". A mescla de humor e drama, além do verbo ácido, se tornou a marca registrada de sua literatura. Stella é tão alucinada por Gabriel García Márquez que sua cama (sim, sua cama!) tem o mesmo apelido do escritor colombiano: Gabo.
'32 - 32 anos, 32 homens, 32 tatuagens, de Stella Florence
Editora Rocco
Folheando as '32 histórias'_144 páginas
Quanto custa estas 32  experiências_R$ 24 na Livraria da Travessa

terça-feira, 9 de agosto de 2011

[AS GRANDES VEDETES DO BRASIL, de Neyde Veneziano]


 Foto: Reprodução

Este livro está esgotado. Ele fala da história das maiores vedetes do Brasil. Mas pode ser que uma ou outra livraria o tenha em estoque. Comprei-o em um dos meus sebos preferidos, e a edição estava novinha. É um daqueles livros cheio de fotos e curiosidades. Aquele que você coloca do lado e vai lendo aos poucos, olha as figuras, perfeito para uma tarde chuvosa, friorenta , -como esta semana aqui em São Paulo. 

É muito bacana saber de todo o fascinio que essas artistas curvilíneas e talentosas alcançaram no século 21. O que me chamou a atenção é que corpos tão curvilineos já foram o ideal de beleza dos anos 40 e 50 do teatro de revista. Em meio a marchinhas de Carnaval, plumas e paetês, encontrei Virginia Lane, Mara Rúbia, Janete Jane, Carmem Verônica, Iris Bruzzi, Marly Marley e Wilza Carla.


Em meio a plumas e paetês, elas desciam escadarias com segurança e desenvoltura, sem olhar para o chão, sensuais, pernas de fora, flertando maliciosamente com a pláteia. Quem presenciou uma cena dessas não se esquece, mas o fascínio pelas vedetes atravessou gerações e incita até hoje a curiosidade de quem não teve o privilégio de vê-las no palco. 

Sobre a autora 

 Foto: Reprodução

Neyde Veneziano é professora universitária especializada em história do teatro de revista brasileiro, o livro relata a trajetória de mais de 40 famosas representantes da época. Neyde também é autora de "Não Adianta Chorar", "De Pernas para o Ar e "A Cena de Dario Fo", livros que fiquei curiosa por ler. Em breve posto por aqui cada um deles.


"As Grandes Vedetes do Brasil"
de Neyde Veneziano
Editora_Imprensa Oficial
Relembrando_ em 300 páginas
Quanto vale : R$ 25,00 (preço promocional, válido por tempo limitado)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

[O TRAIDOR, de Jimmy Breslin]




Foto: Reprodução

Depois de The Gang that Couldn’t Shoot Straight (A Gangue que não Conseguia Atirar Direito), o vencedor do Prêmio Pulitzer Jimmy Breslin volta a contar histórias mafiosas no livro O Traidor – A Verdadeira História da Máfia Americana.
Ler 'O traidor' é como olhar pelo buraco da fechadura para pessoas e lugares que definiram a Máfia nos Estados Unidos - personagens do crime organizado interligados com o próprio traidor, Burt Kaplan, testemunha principal no julgamento de dois policiais apontados como matadores em oito execuções de gangues.

Cronista de Nova Iorque, o autor, nascido no bairro do Queens e criado nas mesmas ruas freqüentadas por chefes da organização criminosa como John Gotti e Vito Genovese, narra de forma direta e envolvente episódios reais vividos por personagens do crime organizado relacionados com o “traidor” que dá título ao livro: Burt Kaplan, que se identifica ao leitor já no primeiro parágrafo do prólogo: “Estou beijando o espelho. Faço isso para me ver beijando como se deve, sem língua e sem saliva. É assim que eu adentro o clube e beijo todos eles na face como melhor me parece. Isso é a Máfia. A gente se cumprimenta beijando. Não apertamos as mãos. A gente se beija”.


Sobre o autor

567px-Jimmy_Breslin
Foto: Reprodução

Achei a carreira do autor, tão interessante quanto o próprio livro.
Jimmy Breslin nasceu em 17 de outubro de 1930, é um americano jornalista e autor . Ele já escreveu vários romances, e colunas de sua apareceram regularmente em vários jornais em sua cidade natal, Nova York . Ele era um colunista regular para o jornal Newsday, até sua aposentadoria em 02 de novembro de 2004, e ainda tem peças ocasionais lá.

Entre as colunas notáveis que escreveu a mais conhecida, foi publicada um dia após o funeral de John F. Kennedy , focando o homem que havia cavado o túmulo do presidente. A coluna é um indicativo do estilo Breslin, que muitas vezes destaca como grandes eventos ou a ações daqueles considerados "newsworthy" afetam o "homem comum".

Sua carreira como jornalista investigativo levou-o a cultivar laços com vários Mafia e elementos criminosos na cidade, nem sempre com resultados positivos. Em 1970, ele foi violentamente atacado e espancado no The Suite, um restaurante, em seguida, de propriedade da família Lucchese crime associar Henry Hill .

Breslin recebeu várias homenagens e prêmios ao longo de sua carreira. Em 1985, ele recebeu um prêmio George Polk para Reporting Metropolitana. Em 1986, ele foi agraciado com o Prêmio Pulitzer.

O Traidor, de Jimmy Breslin
Folheando a máfia_ 200 páginas
Publicado em 2008 pela Larousse
Custo_R$ 40,41 na própria Larousse

 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

[Curso sobre direitos autorais recebe inscrições até dia 8]


Lynette Owen é a convidada especial do evento organizado pelo projeto Brazilian Publishers


O II Workshop sobre Licenças e Direitos, que contará com a presença da jurista britânica Lynette Owen, está marcado para os dias 15 e 16. Mas quem quiser participar deve correr: as inscrições se encerram no dia 8 de agosto. Lynette é considerada uma das maiores autoridades em negociação de direitos  autorais e dirige o departamento de Direitos da Pearson Education. Organizado pelo projeto Brazilian Publishers, parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o seminário será realizado no Instituto Cervantes de São Paulo (Av. Paulista, 2493 – Consolação – São Paulo/SP) e não custa nada para as editoras associadas ao projeto Brazilian Publishers, que podem inscrever até dois profissionais. Para demais interessados, o investimento é de R$ 400.

Para saber a programação, clique aqui.

[HISTÓRIAS DE MISTÉRIO, de Lygia Fagundes Telles]

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O primeiro livro que li de Lygia foi Ciranda de Pedra, (1954), um clássico da literatura que reproduz o comportamento humano e seus relacionamentos. Assim como As meninas, foi adaptado pela TV, este, mostrando a desestruturação de uma família burguesa e a dissolução dos costumes. Lembrei destes livros, pois sai esta semana mais uma bela reunião de contos da escritora Lygia Fagundes Telles.  

Com temas como a ansiedade e a morte, e o desamparo diante da perda do amor. Histórias de Mistério apresenta ao mesmo tempo  a surpresa, e o inusitado surgindo sem aviso do cotidiano bem conhecido. É o que acontece, por exemplo, em “As formigas”, um dos contos onde duas estudantes alugam um quarto no sótão de uma pensão e descobrem, abandonado pelo locatário mais recente, um caixotinho cheio de ossos. Assustadas, elas veem como noite após noite uma fileira maciça de formigas entra na caixa e, aparentemente, não sai. As formigas parecem ter uma missão. 

Nesse e nos outros contos deste livro, o leitor encontrará os temas e o clima que caracterizam os contos de Lygia Fagundes Telles, escritos na linguagem ao mesmo tempo delicada e incisiva de uma das maiores escritoras brasileiras de nosso tempo. Para quem gosta de Lygia, um belo presente. Eu adoro.

Sobre a autora

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Lygia nasceu e vive em São Paulo. Considerada pela crítica uma das mais importantes escritoras brasileiras, publicou ainda na adolescência o seu primeiro livro de contos, Porão e sobrado (1938). Estudou direito e educação física antes de se dedicar exclusivamente à literatura. Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e em 2005 recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa.


Histórias de Mistério
Editora Companhia das Letras  
Gênero_Contos
Folheando o mistério_64 páginas
Quanto vale_R$  24,50 (muito acessível) 




quinta-feira, 4 de agosto de 2011

[A DIABA E SUA FILHA, de Marie NDiaye]

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A autora franco-senegalesa Marie NDiaye, vencedora do Goncourt de 2009, também escreveu Coração Apertado, ambos da Cosac e Naify. 

O sincretismo de NDiaye ecoa em seu texto, mescla de metáforas dos contos de fada tradicionais e de elementos da literatura antilhana. No livro, uma diaba sai noite após noite pela floresta à procura de sua filha que desapareceu misteriosamente, junto com a casa onde moravam. 

Foi quando a diaba percebeu também que seus delicados pés haviam se transformado em cascos de cabra – uma deformidade que causava repulsa às pessoas. A ambiguidade da personagem – alegoria da noite –, de face graciosa, olhos doces, mas com cascos no lugar dos pés, suscita no leitor alguma hesitação e muitos questionamentos. Este é um livro enigmático que nos convida a refletir sobre como o afeto é capaz de humanizar até a aparentemente mais aterrorizante criatura e sobre a importância de se respeitar as diferenças, visíveis e invisíveis.
A diaba e sua Filha mostra mais que uma simples história. O livro tem o propósito de transmitir e ensinar valores que envolvem inclusão, além de fazer-nos pensar sobre como cada um lida com o diferente e nos deixamos influenciar pelo medo coletivo. Enfim, será difícil passar ileso pelo livro de Marie NDiaye.

Segundo
Mia Couto, autor da orelha deste livro, - aliás não existe melhor autor para falar sobre a obra de NDiaye,  diz que "a autora escreve sobre os nossos medos e o modo como eles são colectivamente construídos. Escreve sobre a necessidade de classificarmos os outros e os arrumarmos em bons e maus, em anjos e monstros.”


Sobre a autora

 Foto: Reprodução
Marie NDiaye, nascida em 1960 é filha de mãe francesa e de pai senegalês, escreveu em 2000 A Diaba e sua filha, seu primeiro livro infantojuvenil. Esta obra, a meio caminho entre o conto e o livro ilustrado (pela alquimia entre o texto e as imagens), foi ilustrada por Nadja, que nasceu no Egito e morou no Líbano, filha de Olga Lecaye e irmã de Grégoire Solotareff – dois outros grandes nomes da literatura infantojuvenil.


A diaba e sua filha
Cosac & Naify
Autora: Marie NDiaye
Tradução: Paulo Neves
Ilustração: Nadja
Folheando_40 Páginas
Preços Sugerido: R$ 25,00 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

[O ANEXO: a Incrível História do Garoto que Amava Anne Frank, de Sharon Dogar]

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Em O Anexo, a escritora inglesa Sharon Dogar imaginou como teria sido viver isolado com Anne Frank, apaixonar-se por ela e depois se separar de forma brutal. Imaginar a vida do  personagem Peter van Pels, de quinze anos, o garoto que ficou escondido com Anne e sua família na Amsterdam ocupada pelos nazistas.

A ideia de dar a oportunidade para que "fale" sobre a vida que levava naquele ambiente claustrofóbico, é a base deste livro, lançado pela Companhia das Letras agora em julho. 

 Foto:Reprodução

Das oito pessoas que viveram escondidas durante a Segunda Guerra com Anne Frank no anexo de um armazém em Amsterdan, durante dois anos  apenas uma resistiu à barbárie dos campos de extermínio: o pai de Anne Frank, que se encarregou de publicar os diários da filha sobre o período de reclusão.

Dogar, a autora, recria uma história imperdível para os fãs do famoso diário de Anne, a menina judia, e inverte a perspectiva da história fornecendo uma nova visão sobre os dois anos em que Frank e os Van Pels (que Anne chamava de Van Daan em seus escritos) se esconderam dos nazistas.  Nesta ficção de Sharon, ela imagina que os dois teriam se envolvido em um furtivo romance. 

Da chegada dos nazistas ao esconderijo, até viagem de trem para o campo de concentração, quando homens e mulheres são separados, e a luta de Peter, seu pai e Otto Frank para sobreviver ao horror dos campos a ficção narra de forma tocante. Uma história imperdível para os fãs do famoso diário.

Sobre a autora 

  Foto:Reprodução

Sharon Dogar nasceu em 1962 e vive na região de Oxford, Inglaterra. Psicoterapeuta de adolescentes e crianças, é assistente social e aconselha adolescentes problemáticos. Autora de Waves 2007) e Falling (2009). Entre seus livros favoritos estão To Kill a Mockingbird, Skellig e Where the Wild Things Are. Seu conselho para os aspirantes a autores? "Ler muito, olhar muito. Não se incomodar tentando imaginar o que "o mercado quer" ou o que sua mãe poderia pensar, simplesmente sentar-se onde quer que você sente mais à vontade, e escute o que está dentro de você - e, em seguida, transformá-la em palavras. Se isso é muito difícil, então começar por manter um diário. " 

Foi assim que eu começei. Hoje, tenho cinco livros começados. O primeiro deve sair em breve!


O Anexo, a Incrível História do Garoto que Amava Anne Frank, de Sharon Dogar
Editora Companhia das Letras
Folheando o Diário_288 páginas
Custo da história inventada_R$ 29,90  (Preço de um lanche do McDonald, só que mais saudável) 



terça-feira, 2 de agosto de 2011

[TE AMO, TE ODEIO, SINTO TUA FALTA, de Elizabeth Scott]

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O livro premiado de Elizabeth Scott, Te amo, Te odeio, Sinto a sua falta, Elizabeth Scott está chegando ao Brasil pela Editora Underworld. O lançamento será na Bienal do Rio de Janeiro em Setembro.

Já se passaram 75 dias.
Amy está cansada do interesse súbito que seus pais desenvolveram por ela.
E ela está realmente cansada das pessoas perguntando por Julia.
Julia se foi, e ela não quer falar sobre isso.
Eles não entenderiam, de qualquer maneira.
Eles não entenderiam como é ter sua melhor amiga arrancada de você.
Eles não entenderiam como é saber que foi sua culpa.
O terapeuta de Amy acha que ajudaria se ela escrevesse um diário. Ao invés disso, Amy começa a escrever cartas para Julia.
Mas à medida que escreve as cartas, ela começa a perceber que o passado não foi tão perfeito como ela pensava — e que o presente merece uma chance também.


Sobre a autora

 Foto: Reprodução


Elizabeth Scott, autora de Bloom (2007) nasceu em 1972 em uma cidade pequena, e cresceu no sul da Virgínia. Ela atualmente vive nos arredores de Washington, DC com o marido e cachorro.


  Em breve comentarei sobre o livro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

[EU SOU TODA ERRADA, de Tammy Luciano]

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Mila é uma jovem rica, bonita igual a qualquer patricinha da zona sul carioca mas, completamente obcecada e para quem mentiras e traição não são obstáculos. Ela acaba de sair de um namoro que envolvia muitas brigas, cíumes e obsessão. Mas, ela não está disposta a continuar sua vida sem o ex. Se ela não fica com ele ninguém vai ficar também. 

Jovens obcecadas por seus namorados, maridos, enfim… são muito comuns de encontrar por aí e motivos para formularem mil loucuras. Mas, quando são “abandonadas” a coisa só piora. Sou Toda Errada é sobre isso: uma jovem que não tem limites e que é capaz de fazer as piores coisas, pela pessoa que diz amar. 
Festas e noites com rapazes diferentes são só o começo. Com uma narrativa intensa, emocionante, Mila transmite fortes emoções, fortes mesmo. Cada coisa que Mila aprontava passa a ser mais louca do que a anterior. 
Este livro lembra muito Travessuras da menina má, Do Mario Vargas Llosa. um livro que muito me impressionou também, por causa da sua personagem principal. 

Com ações impulsivas e explosivas o sentimento de possessão, e de que 'se eu não posso ficar com a pessoa,  ninguém vai poder ficar com ela também', alimenta  e muito, o rancor e o ódio,  não mede esforços para inventar mentiras, e tão pouco se importam com quem pode sofrer. Machucam, quem mais quer o seu bem.

Sobre a autora

 Foto: Reprodução

Tammy Luciano é carioca, atriz, escritora e jornalista. Atua e escreve desde a adolescência. Foi colunista do JB online. 

Como atriz, fez participações nas telenovelas Uga Uga, Laços de Família, Senhora do Destino e, mais recentemente, Caminhos do Coração como a empregada doméstica Ivonete. Participou de episódios de A Grande Família e Linha Direta. Como jornalista, foi repórter do programa TV Fama da RedeTV!, conseguindo entrevistas exclusivas com artistas como Marisa Monte e MV Bill. Como escritora, lançou dois livros: Fernanda Vogel - Na Passarela da Vida, que contra a história da modelo morta em um acidente de helicóptero no ano de 2001; e Novela de Poemas. Escreveu e dirigiu as peças Anjos que Falam, Enlouqueceram e Casaram, Os Sonhos de Ana, Milagrosa dos Tempos, As Mazinhas e Inesquecível Sabotagem. Também escreveu Krikillin rima com Ziripin. Tem um grupo de teatro desde 1999 no Retiro dos Artistas. Criou a Cia Teatral "Os sobrinhos de Frida Kahlo".  Seu terceiro livro, Sou Toda Errada foi lançado em 2010, menos um na minha pilha de livros das férias.

Eu sou toda errada
Tammy Luciano
Editora 7 Letras
Folheando a obsessão_130 páginas
O custo do erro_R$  29,00 (livraria Saraiva