quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

[3096 DIAS, de Natascha Kampusch]

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Foram 3096 dias de cativeiro, ou 8 anos. Foi o período que Natascha Kampusch foi mantida em cativeiro por Wolfgang Priklopil, seu sequestrador. Hoje aos 22 anos, ela relembra sua triste história com muita lucidez e tenta exorcizar este triste período de sua vida. 

O tabloide britânico Daily Mail começou a publicar nesta segunda (6), com exclusividade, os capítulos da dramática história de Natascha, que talvez vire um filme.

No livro, que sai pela editora Agir (grupo Record), e começa a ser vendido esta semana, ela conta que sua mãe fazia pouco tempo havia deixado  que fosse à escola sozinha. E foi a caminho da escola, quando estava com 10 anos de idade, que ocorreu o sequestro do qual ela só conseguiu fugir de seu algoz em 2006. Perdeu a fase mais importante da vida:  a adolescência. 

Natascha ficava trancada em uma espécie de jaula de concreto sem qualquer abertura, chegando a levar “mais de 200 socos em uma semana”, era obrigada a raspar a cabeça – o sequestrador achava que seus fios de cabelo poderiam levar a polícia até o esconderijo – e a fazer trabalhos domésticos quase nua. Desesperada, tentou se suicidar várias vezes.

O sequestrador disse à Natascha, então uma criança, que seus pais haviam se recusado a pagar o resgate, por isso ela não seria libertada. Só vários anos depois ela descobriria ouvindo rádio que ainda era considerada desaparecida.

Agora através do livro reconta em livro e relembra pela primeira vez, os anos de sofrimento e privação de liberdade que passou nas mãos de seu sequestrador, que nunca foi punido pelo crime, já que se suicidou após a fuga de Natascha.




Natascha-Kampusch-9-7-09


3096 Dias
Editora Agir (Grupo Record)
 225 páginas
Custo_R$ 29,90 (preço muito justo)


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

[AS MULHERES DE VIRGINIA WOOLF, de Vanessa Curtis]

Fotos: Reprodução


Esta biografia se concentra exclusivamente nas amizades íntimas e inspiradoras de Virginia Woolf.  Fala das Mulheres fundamentais de sua vida. 
A autora, Vanessa Curtis analisou o efeito que essas relações tiveram sobre a vida emocional, e a inspiração que cada mulher ofereceu para as protagonistas da sua ficção. Ela inicia o livro expondo os detalhes menos conhecidos da infância vitoriana de Virginia, que instigaram nela uma batalha entre a criatividade e a convenção, que durou por toda a sua vida. 
Já na sua juventude, uma rede de Mulheres incomuns, enigmáticas e, vez por outra, trágicas, formaram e influenciaram a jovem Virginia. Desde sua tia avó, a fotógrafa pioneira Julia Margaret Cameron, passando por sua bela e cansada mãe, Julia Prinsep Stephen. 
Este livro percorre as relações de Virginia com essas Mulheres e também analisa as Mulheres da vida adulta da escritora; a artista Dora Carrington, a escritora Katherine Mansfield, a novelista e aristocrata Vita Sackville-West, que serviu de modelo para o personagem Orlando, e a compositora Ethel Smyth.

Uma forma perfeita de saber um pouco mais desta grande escritora, da qual sou fã. O preço do livro é convidativo (R$9,90) e pode ser encontrado na mega-liquidação da Cia.dos Livros.
Aproveite! pois vale a viagem.

Sobre a autora

Vanessa Curtis é atriz profissional e Pós-Graduada pela The Academy Drama School in London.


Quem foi Virginia Wolf


Fez parte do grupo Bloomsbury, círculo de intelectuais sofisticados que, passada a I Guerra Mundial, investiria contra as tradições literárias, políticas e sociais da era vitoriana. Nascida em Londres, no ano de 1882 era filha do editor, Sir Leslie Stephen. Virginia recebeu uma educação primorosa, frequentando desde cedo o mundo literário.

Em 1912, casa-se com Leonard Woolf, com quem funda, em 1917, a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot.

Fez parte do círculo de intelectuais sofisticados, o grupo Bloomsbury, que, passada a I Guerra Mundial, investiria contra as tradições literárias, políticas e sociais da era vitorian

Virginia Woolf sofreu quase toda a sua vida de uma doença nervosa que, finalmente, a levaria ao suicídio.  Ela vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril.

Em seu último bilhete para o marido, Leonardo Woolf, Virginia escreveu:
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Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V.
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Encontra-se sepultada em Non-CemeterySussex na Inglaterra.

Suicida, ou não, ela foi  um dos grandes nomes literários femininos de todos os tempos. Sua importância está em  dois aspectos fundamentais. De um lado, em que é uma das grandes expressões daquela sensibilidade específica, duramente desenvolvida, que muitos acharam de chamar de "escrita feminina", a chamada 'chic list' de hoje, ou seja, uma literatura que, mais que ser feita por mulheres, é propriamente a expressão de uma sensibilidade feminina radicalmente diferente da masculina. Por outro, Virginia Woolf insere-se de maneira decisiva entre os pioneiros do romance moderno, experimental, formalmente inovador, ao lado de nomes como Proust, Joyce, Kafka etc. 

Editora_A Girafa

 Folheando a vida de Virginia Woolf_262 páginas

Custo da espiadinha na vida de Virginia_R$ 9,90 (isso mesmo...SÓ  R$ 9,90) 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

[SÓ PARA MULHERES, de Jennifer Berman, M. D. e Laura Berman, Ph. D.]

so-para-mulheres

As irmãs Berman descobriram, a partir de pesquisas e de sua própria experiência prática em consultórios, que à semelhança dos homens, as mulheres também sublimam mudanças físicas e desafios. O resultado está em Só para mulheres que revela os mistérios dos problemas sexuais femininos ao mesmo tempo em que ajuda a alcançar uma sexualidade plena e prazerosa.que resulta em problemas de ordem sexual. As duas chegaram a um número impressionante: 43% de todas as americanas sofrem de alguma disfunção sexual em algum momento de sua vida.

Li de curiosa, ao ver o livro citado em uma matéria da revista NOVA, sugerindo que a troca de mensagens ‘quentes’ pode ser o prenúncio de uma noite muito prazeirosa! Sei não… se partir das sugestões dadas, não acredito. Mas, vale tentar!  No mais: Interessante



Sobre as autoras
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Jennifer e Laura Berman são irmãs que apresentava um programa chamado "Berman e Berman" no Discovery Health.A Dra. Jennifer Berman é especialista em medicina sexual feminino. enquanto a Dra. Laura Berman, por outro lado, é o diretora do Centro de Berman em Chicago, e casada com um professor clínico assistente depsiquiatria e obstetrícia/ginecologia Northwestern University Feinberg School of Medicine. Ambas têm aparecido em diversas séries de TV, e são autoras de vários best-sellers, além de estarem envolvidas em pesquisa.

Editora Record
Gênero_Relacionamento, Sexualidade, sexologia
Valendo a tentativa em_ 368 páginas
Pagando_R$ 34,90 (Americanas.com)