segunda-feira, 12 de setembro de 2011

[NÔMADE, de Ayaan Hirsi Ali]


 Foto: Reprodução



Ayaan Hirsi Ali atraiu atenção mundial com o seu livro de memórias 'Infiel', que ficou 31 semanas na lista de best-sellers do New York Times. Em Infiel, ela conta sua infância e adolescência na Somália, na Arábia Saudita, na Etiópia e no Quênia sob o rigor do islamismo, até chegar à Holanda, onde se tornou uma das principais críticas do islã e defensora do direitos das mulheres. 

Em 'Nômade', seu novo livro que chega às livrarias em na próxima semana, ela narra sua mudança para os Estados Unidos em busca de uma nova vida, longe dos islamitas europeus que a ameaçaram de morte. Aqui, a história da transição da vida tribal à cidadania plena em uma democracia ocidental, Ayaan relata as reviravoltas em sua vida após o rompimento com a família, que a renegou quando ela renunciou ao islã depois do Onze de Setembro. 

De forma comovente, a escritora somali relata sua reconciliação com a mãe e os primos, e com o pai no leito de morte. 'Nômade' é o retrato de uma famíliadilacerada pelo choque de civilizações, mas também é um relato sensível, otimista e muitas vezes divertido da descoberta dos Estados Unidos por uma mulher que teme que o país esteja repetindo o erro europeu de subestimar o islã radical. Ayaan convoca instituições ocidentais - como o movimento feminista e as igrejas cristãs - a pôr em prática ações para ajudar outros imigrantes muçulmanos a superar os obstáculos que ela vivenciou em sua assimilação à sociedade ocidental e a resistir à sedução do fundamentalismo.



 Foto: Reprodução


Sobre a autora

Ayaan Hirsi Ali nasceu em 1969 em Mogadíscio, Somália. É uma política holandesa conhecida pelas suas críticas em relação ao Islã. Foi deputada na Câmara Baixa (Tweeede Kamer) do parlamento holandês pelo Partido Liberal (VVD) entre Janeiro de 2003 e Maio de 2006, altura em que se demitiu do cargo reconhecendo ter mentido no processo de asilo político que lhe concedeu a cidadania holandesa.

Aos cinco anos Ayaan e sua irmã de 4 anos sofreram a infibulação do clitóris numa cerimônia organizada pela avó, apesar da oposição do pai a esta prática. 

Quando tinha seis anos a sua família deixou a Somália para se fixar na Arábia Saudita, depois na Etiópia e mais tarde no Quénia, onde a família obteve asilo político. Foi neste país que Ayaan fez a maior parte dos seus estudos.

Em 1992 Ayaan chegou aos Países Baixos em circunstâncias que ainda não são totalmente claras. Segundo Ayaan, o seu pai pretendia casá-la com um primo residente no Canadá. Enquanto aguardava na Alemanha pelos documentos que lhe permitiriam entrar no Canadá, Ayaan teria decido fugir para os Países Baixos, onde recebeu o estatuto de refugiada.

Trabalhou como empregada de limpeza e tradutora, antes de frequentar o curso de Ciência Política na Universidade de Leiden.

Após a conclusão dos seus estudos trabalhou para a Fundação Wiardi Beckman, um instituto ligado ao Partido Trabalhista (PvdA). A pesquisa que ela ali desenvolveu focou sobretudo a integração de mulheres estrangeiras (maioritariamente muçulmanas) na sociedade neerlandesa.

Esta pesquisa deu-lhe opiniões fortes sobre o assunto, o que resultou num corte de relações com o PvdA. Na sua opinião, não havia espaço suficiente dentro do PvdA para criticar aquilo que ela via como consequências negativas de certos aspectos sócio-culturais dos migrantes e do Islão. A revista "Time" considerou-a uma das cem pessoas mais influentes no planeta em 2005.

No dia 20 de Novembro de 2004 Ayaan Hirsi Ali foi galardoada com o Prémio Liberdade do Partido Liberal da Dinamarca "pelo seu trabalho a favor da liberdade de expressão e dos direitos das mulheres". Devido a ameaças de fundamentalistas islâmicos não foi possível a Ayaan estar presente na cerimónia de entrega do prémio. No entanto, um ano depois, a 17 de Novembro de 2005, ela viajou até à Dinamarca para agradecer pessoalmente a Anders Fogh, primeiro-ministro da Dinamarca e líder do Partido Liberal. No dia 29 de Agosto de 2005 Ayaan foi galardoada com o Prémio Democracia do Partido Liberal da Suécia "pelo seu corajoso trabalho a favor da democracia, direitos humanos e direitos das mulheres."

Ayaan Hirsi, já publicou Infiel, também pela Cia das Letras, e comentado aqui no Devoradora


Nômade, de Ayaan Hirsi Magan
Editora Cia das Letras
Folheando_392 pág.
Custo_R$ 46,





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