quarta-feira, 22 de setembro de 2010

[PRÊMIO JABUTI 2010 ajude a escolher o melhor livro de ficção e de não ficção, por voto popular]



A partir da escolha dos vencedores do Prêmio Jabuti 2010, cuja apuração será no dia 1º de outubro próximo, terão início duas votações: a primeira e mais tradicional, a escolha do Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção pelos  associados da CBL. 

A novidade deste ano é que a segunda votação, no Prêmio Jabuti é o Voto Popular. Por meio do site, os amantes do livro e da leitura poderão escolher o Voto Popular Ficção e Voto Popular Não-Ficção. 

A votação vai acontecer de 5 a 31 de outubro de 2010. A escolha será feita por meio do site  www.premiojabuti.com.br. Os vencedores do Voto Popular receberão uma placa comemorativa, entregue também no dia 4 de novembro de 2010, na Sala São Paulo, SP. 

Vote! Tem ótimos candidatos...

[NÃO HÁ SILÊNCIO QUE NÃO TERMINE Meus anos de cativeiro na Selva colombiana, de Ingrid Betancourt]



Uma reconstituição dos seis anos que Ingrid Betancourt passou nas mãos de comandos das FARCS – organização guerrilheira narcotraficante da Colômbia, é descrita em narrativas do cativeiro, com reflexões sobre a morte, que a rondava permanentemente, misturadas ao desejo de liberdade e o poder.

Levada para a selva, viajou em barcos, caminhões, à pé e isolada do convivio familiar e do mundo exterior, viveu por seis anos em meio a guerrilheiros fortemente armados. Cartas e vídeos enviados à família como “provas de vida”, acabou por chamar a atenção do mundo todo, para o conflito que ainda hoje ameaça a paz na América Latina .

Sobre a autora

ingrib


Ingrid Betancourt é filha de uma tradiconal família colombiana. Nascida em Bogotá, Colômbia, no ano de 1961, foi educada na Europa deciciu abandonar a vida segura e confortável, para se dedicar aos problemas de seu país tão conturbado. Sem  nunca perder as esperanças de lutar pela política marcada pela violência e corrupção.

Foi deputada, senadora e fundou o Partido Oxigênio Verde em 1998, interessada em promover o diálogo entre as facções da gurra civil, que há anos dilacerava a Colômbia. Quando candidatou-se à Presidência em 2001, foi sequestrada junto com diversoso assessores e seguranças, em um episódio que até hoje ´emal explicado. 

O bem-sucedidofim do sequestro, em julho de 2008, encerra o livro num tom de cautelosa esperança dedicada à preocupação dos reféns que ainda continuam em  poder das Farcs.

Impressões_Se como eu, o leiitor, ou leitora, conseguir 'visualizar os locais' e 'dividir os sentimentos' que Ingrid descreve, de forma tão real e, não menos assustadora, o livro cumprirá o seu papel. Por diversas passagens 'eu' senti o que 'ela' sentia, mas, acreditei que a força da esperança era sim, maior que o 'desistir'! Instigante...

Gênero Biografia (os meu preferido)
Editora Companhia das Letras
Folheando_560 páginas
Preço médio_R$ 45,00  na Cultura

Trecho
Sozinha, encharcada e trêmula, contemplei aquele mundo que já não me era acessível. Era tão tentador confessar-me vencida e voltar ao seco e ao calor! Contemplei aquele espaço iluminado, pensando que não podia me afligir com minha sorte, e repeti para mim mesma: "Tenho que ir embora, tenho que ir embora, tenho que ir embora!".  Ingrid Betancourt


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NUNCA FUI PRIMEIRA-DAMA, de Wendy Guerra

Nunca fui primeira-dama

"Nadia Guerra é uma mulher obcecada pela ideia de encontrar a mãe, que a abandonou aos dez anos de idade. Imersão num bravo mundo feminino, a busca por Albis Torres, que Nadia resgata desmemoriada de Moscou, é também uma viagem ao seu próprio passado e às salas escuras do regime cubano. Ao trazer de volta sua mãe a Havana, Nadia descobre em uma caixa de objetos pessoais os rascunhos de um romance que Albis escrevia sobre Celia Sánchez, secretária pessoal de Fidel Castro, heroína da revolução cubana. Um livro que a mãe jamais conseguiu publicar, fruto de uma amizade que a forçara a abandonar ao mesmo tempo a filha e seu país. Com uma trama na qual se cruzam ficção e realidade, a romancista e poeta cubana Wendy Guerra traz corajosamente à tona uma história impedida de vir à luz em Cuba. Síntese brilhante de uma revolução e seus efeitos sobre o destino e os sentimentos mais profundos do ser humano, que coloca a autora no papel de sua própria personagem." 


Sobre a autora


escritora_wendy_guerra


A romancista e poeta Wendy Guerra escreve a história proibida das mulheres de Cuba. Ex-apresentadora de um programa infantil ("Eu era uma Xuxa cubana"), Wendy Guerra participou da Festa Literária Internacional de Paraty na estranha condição de ser uma escritora famosa na Espanha e na França, mas desconhecida em seu país, onde seus livros permanecem inéditos. "Não sou publicada em Cuba. Não existo em Cuba. Sou uma personagem de ficção."

Além de ter sido a "Xuxa cubana", Wendy Guerra também já posou para ensaios sensuais. "Minha literatura não é só feminina, mas mundana, algo mais violenta", disse essa admiradora confessa da obra do também cubano Pedro Juan Gutiérrez.

Impressões
A autora cubana é muito boa em suas histórias. A vida da guerrilheira e sua mãe Célia tem uma sutil pimenta no enredo, incluindo sua provável ligação com Fidel Castro.
Editora  Benvirá
Lendo a história _256 páginas 
Investimento_R$ 39,90


CARTA A MINHA FILHA, de Maya Angelou

capa cartas a minha filha


Um texto a todas as mulheres do mundo, filhas adotadas,  independentemente da cor, do credo, da nacionalidade, da orientação sexual ou da educação que recebem.

Em Cartas a minha Filha, Maya faz observações inteligentes sobre temas tão diversos quanto política, relacionamentos, família, história, diversidade cultural ou religião, ela nos presenteia com sua escrita simples, mas precisa, cheia de sentimento e otimismo. A autora reúne fatos que vão fazer o leitor refletir, ou, por vezes, dar risada.

Relata acontecimentos que mostram que tanto o erro quanto o acerto podem levar ao crescimento pessoal, mesmo contra todas as expectativas, como na ocasião em que ela, ainda adolescente, imatura e inexperiente, se tornou mãe. “Você não pode controlar todos os fatos que acontecem em sua vida, mas pode decidir não ser diminuída por eles”, ensina Maya.

Toda a narrativa revela alguém que aprendeu a lidar com situações e pessoas dos mais diversos tipos. Ocorrem encontros potencialmente problemáticos que Maya teve com estudantes brancos e negros e momentos em que o choque de culturas a fez enfrentar situações embaraçosas, às quais buscou contornar — nem sempre de forma bem-sucedida — com perspicácia e, sobretudo, graças à educação dada por sua avó. Mesmo que Maya tenha seus defeitos, soube compensá-los ao sacrificar parte de sua juventude para dar uma boa educação ao filho. É dona de uma força de vontade que a levou a ser, apesar das dificuldades que a vida lhe impôs, tudo o que é atualmente. Essa humanidade mostra quem ela é e reflete um pouco de todos nós.”


Sobre a autora

 
Maya_Angelou_


Poeta, escritora, professora e diretora, Maya Angelou nasceu em Saint Louis, cresceu em Stamps, Arkansas, e mudou-se para São Francisco, aos 13 anos, ícone pela luta dos direitos humanos nos Estados Unidos. Além de alguns best-sellers autobiográficos, como I Know Why the Caged Bird Sings, A Song Flung Up to Heaven e Gather Together in My Name, escreveu coletâneas de poesia e um livro de receitas.

Trecho
“Vamos dizer a verdade às pessoas. Quando perguntarem: ‘Tudo bem?’, tenha a coragem de às vezes responder sinceramente. Você precisa saber, no entanto, que elas vão começar a evitá-lo, porque elas também têm joelhos que incomodam e cabeças que doem e não querem saber das suas dores. Mas pense assim: se elas nos evitarem, teremos mais tempo para meditar e fazer uma boa pesquisa sobre a cura para o que realmente nos incomoda.”

Impressões
Um dos mais singelos livros que já li este ano. Recomendo. Para ler com muita calma e os sentidos.

Editora Nova Fronteira

Lendo as cartas em _120 páginas

Investimento_R$ 19,90  (até o preço é singelo)

sábado, 4 de setembro de 2010

[TUDO É SÓ ISSO, de Milly Lacombe]

tudoesoisso 

 Não é pouca coisa falar de aconchego no colo do seu amor, de ganhar um abraço ao chegar em casa, ou um beijo no começo da noite, aquela palavra na hora certa. Tudo é só isso? Não, claro que não. Mas o ‘simples prazer ’ ganha outra dimensão na seleção de crônicas da jornalista Milly Lacombe, colunista da TPM. Um livro de sensibilidade, que fala de amores  não apenas  entre 'iguais', mas da sua relação com o pai, de um dia num estádio de futebol e de tudo mais que há de importante e extraordinário no cotidiano quando se quer ver. Recomendo...


Sobre a autora

milly_lacombe


Milly Lacombe é uma jornalista esportiva. Tem uma coluna na revista mensal TPM (Trip para mulheres), chamada Coluna do Meio. Que eu não perco...

Editora: Benvirá
232 páginas
Preço: R$ 29,90  Só isso?