domingo, 30 de maio de 2010

SEDUZINDO O CLUBE DO BOLINHA, de Nina DiSesa

Seduzindo o Clube do Bolinha

A publicitária (só poderia ser uma mulher!) que criou a campanha da Mastercard “Não tem preço”, conta como foi se tornar um dos nomes mais poderoso de uma área onde os machos dominam. No mundo dos negócios foi eleita pela revista Fortune, uma das cinquenta mulheres mais poderosas Nina DiSesa neste livro – um misto de biografia e guia de liderança – conta como chegou lá, depois de por quase 30 anos, trabalhar “infiltrada” no clube do bolinha. Nina virou o jogo quando se tornou a primeira diretora de criação da McCann Erickson, uma das maiores agências de publicidade do mundo. Como se fosse pouco, anos depois, assumiu como chairman e entrou para a história como a primeira mulher a chegar ao cargo máximo
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EDITORA ACI - Academia de Inteligência

Folheando o aprendizado_224 páginas
Por R$ 24,90 (mas existem boas promoções como a da Livraria da Folha



sábado, 29 de maio de 2010

O QUE TE FAÇA FELIZ, de William Sutcliffe

 


Três homens. Três mães. Uma semana para mudar suas vidas.
Matt, Paul e Daniel são três britânicos bem sucedidos na casa dos 30 anos, que estão prestes a receber uma visita que mudará suas vidas. Suas mães, Carol, Helen e Gilian, se conhecem desde que os filhos eram bebês, e se reúnem todos os meses nos subúrbios tranqüilos onde vivem para tomar chá e especular sobre a vida de seus imaturos filhos, que nunca telefonam e parecem não ter saído da adolescência. Até que, numa dessas discussões, decidem colocá-los nos trilhos.
O plano é chegar sem aviso para passar uma semana. Afinal, se eles não querem seguir a cartilha por conta própria, está na hora de um empurrãozinho materno. O problema é que Matt, Paul e Daniel não acham que precisam de ajuda.
Matt, filho de Carol, é viciado em encontros com garotas que têm a metade de sua idade, e parece estar preso a uma vida tão superficial quanto a revista para a qual trabalha. O filho de Helen, Paul, tem habilidade para manter suas escolhas em segredo. Apesar de a mãe saber que ele é gay, nunca falaram sobre o assunto e este pode não ser o maior dos seus mistérios. Daniel, filho de Gillian, não quer ser pai e por isso acaba de ser abandonado pela mulher que amava, Erin. Para quem passa as noites de sábado sozinho lendo romances, poucas coisas seriam piores do que a presença da mãe, resmungando o tempo todo porque ele continua solteiro. Para eles, a visita promete ser um inferno.

Numa série de cenas encantadoras e divertidas, o britânico William Sutcliffe, cujos romances já foram traduzidos para mais de 20 países, descreve as reações aterrorizadas destes três jovens adultos que se vêem subitamente forçados a dividir suas vidas com as mães. O resultado desses encontros é uma excelente comédia que mescla ternura e humor em três complicadas famílias. 

Em O QUE TE FAÇA FELIZ, o que parece uma sátira às mães intrometidas acaba se revelando uma emocionante história sobre a maternidade e o desejo de qualquer mãe de receber de volta um pouco do amor que dedicou aos filhos.

Editora RECORD
Folheando_336 páginas
Quanto_R$ 47,90

[MIL DIAS EM VENEZA, de Marlena de Blasi]


Marlena e Fernando


Mesmo parecendo um conto de fadas esta é uma história de amor verídica – o amor entre uma mulher e um homem, o amor pela comida e o amor por uma cidade.

Marlena de Blasi trabalhou como chef de cozinha, jornalista, consultora de gastronomia e enologia e crítica de restaurantes. Foi incumbida, por uma revista acadêmica, a escrever um artigo sobre as regiões do interior da Sicília. Dela, eu já li Um Certo Verão na Sicília, (Editora Objetiva, 2009) e sei que ela tem dois outros livros de culinária italiana. 

Por muito tempo, Marlena resistiu a ir a Veneza até que, como crítica gastronômica em 1989, chegou à cidade. Assim que colocou os pés em Veneza ficou completamente seduzida, e seu encantamento foi tão grande que decidiu voltar todos os anos. Desde aquela primeira visita, Marlena sempre tinha a sensação de que estava indo a um encontro. Até que, em 1993, um acontecimento inesperado mudou completamente a sua vida. 

Ela almoçava com amigos no restaurante Vino Vino quando um dos garçons a chamou para atender uma ligação. Era Fernando, um veneziano que a vira um ano antes e se apaixonara por ela à primeira vista. Quando a reencontrou no restaurante, ele concluiu que só podia ser o destino.  Alguns meses depois, ela havia vendido sua casa nos Estados Unidos, saído da sociedade de um pequeno café, selecionado e doado seus pertences e estava voando para Veneza para se casar com o “estranho”.

Fernando e Marlena são muito diferentes. Ela, calejada pela vida, acreditava que seu coração estivesse fechado a um novo amor. Ele, oprimido durante a infância, abrira mão de todos os seus sonhos. Mas, teimosos e decididos a ficar juntos, eles conseguiram superar todas as dificuldades – entre elas a barreira do idioma e da cultura – para construir uma vida em comum.

Além de ser uma linda história de amor, o livro apresenta as receitas dos melhores pratos preparados por ela e ainda tem um guia com dicas de passeios românticos pela cidade. 


 Só de ler este livro, dá vontade de arrumar as malas e ir à Veneza experimentar esta magia, em 240 páginas.


Editora Sextante 
 Autora_Marlena de Blasi
Quanto_R$ 24,90 (bem menos que a passagem à Sicilia...)



sábado, 15 de maio de 2010

[OS BELOS DIAS DE MINHA JUVENTUDE, de ANA NOVAC



Ana Novac foi atriz poeta e romancista, nascida na Romênia em 1929. Suas memórias, um dos poucos documentos preservados após o fim da guerra, relatam sua rotina de sobrevivência nos campos de Auchwitz e Plaszzow, por seis meses, quando foi prisioneira no ano de 1944.

Não dá para deixar de pensar em Ane Frank, ao ler os texhttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6056021661367040680tos de Ana, que começaram a ser publicados em 1967, em forma de diário. A autora acreditava que se o seu diário, fosse 'o único a sair de um campo de concentração, naõ deixaria de ser assombroso". Para escrever, ainda menina, ela revirava latas de lixo e cantos dos maos variados à procura de papel, papelão ou qualquer outro material que pudesse relatar seus dias entre os outros prisioneiros e os alemães. Seus relatos falam do sumiço repentino dos companheiros de prisão, das humilhações sofridas  edas torturas físicas e psicológicas as quais eram submetidos.  

Ana, ainda uma adolescente teve maturidade para relatar com precisão os relatos deste momentosombrio da história mundial do século XX, que deixou mais do que marcas na pele: Deixou uma reflexão de superação e luta.



A autora, morreu em março deste ano de ataque cardíaco, aos 81 anos de idade.

Seu livro Os belos dias de minha Juventude, será lançado até o final do mês (Maio), pela Cia das Letras e terá 224 páginas, ao preço médio de capa de R$ 33,00



Aguardem o lançamento e, confiram este relato de vida!

[MULTIPLA ESCOLHA, de LYA LUFT]


Acabo de ler, um livro que ganhei no Dia das Mães. É a nova coletânea sobre a modernidade de Lya Luft. De fato achei perfeito para repensar e pensar nas escolhas, que não apenas eu, mas, todos nós fazemos ao longo de nossas vidas. Falando de velhice, consumismo, medo das diferenças, os textos singelos e diretos desta mulher tão sensível e real,  merecem ser lidos e relidos.

Em Multipla Escolha, Lya, a autora recorre ao Teatro da Vida para mostrar que estamos apenas em um cenário (vida) com muitas portas, que estão ali ou que nós criamos ao longo da 'peça'. Algumas destas portas só se abrem, outras só se fecham; outras ainda se escancaram sobre um 'nada'. E ao abrirmos uma delas — é nossa a opção de escolha — é quando  se delineia a casa que chamamos nossa existência, e começam a surgir os aposentos onde vamos colocando a mobília, os objetos, abrindo as janelas, escolhendo as pessoas,  descobrindo um pátio que talvez leve a muitos caminhos. Somos os autores e os personagens dnssa cena complexa. Nos vestimos nos camarins, rimos ou choramos atrás das cortinas. Também vendemos entradas; às vezes a alma.  

Múltipla Escolha fala sobre alguns mitos da nossa cultura, que, embora criados por nós, dificultam essa tarefa existencial. Fala também de audácia e fervor, e de alegria quando escapamos dessas armadilhas e nos construímos do jeito que dá. Utopia, romantismo ou real possibilidade, as primeiras páginas de cada livro entreabrem a cortina: dos dois lados do palco, meu leitor e eu trocamos sinais.



Este livro da Editora Record, tem 132 páginas (dá para ler em um fim de semana 'tranquilamente", e tem o preço de capa em R$ 32,90 (Mas, alguns sites, como eu sempre digo, fazem bons descontos).

terça-feira, 4 de maio de 2010

[“BORDADOS”, da Marjane Satrapi]

Bordados
 

O livro já está sendo chamado de “Sex and City” do Oriente Médio. Tudo porque a autora irariana, revela em suas páginas os segredos de sua avó e as amigas desta.

O livro me lembra um pouco do filme”Colcha de retalhos”, com a atriz Wynona Ryder, ou ainda um ‘outro livro’ que já li sobre o encontro de amigas em torno de xícartas de chá, que passa de geração em geração.

Em Bordados, que a Cia das Letras lança ainda este mês, novamente as mulheres, da autora são um grupo conversando sobre homens, relacionamentos e, claro, sexo. Além da assinatura da iraniana Marjane Satrapi, Bordados abre as portas de um universo que até pouco tempo era completo mistério: a sexualidade no Oriente. E a maior descoberta que se faz ao folhear as páginas de Bordados é que mulher é tudo igual. Só muda de país. Ou quase. Nas páginas e nos desenhos de Bordados descortinam-se os tabus, desejos e ousadias de um grupo de amigas da avó de Marjane. Entre um chá e outro, elas revelam que até perdem a virgindade antes do casamento, mas não perdem o humor jamais. O que fazer diante de uma avó viciada em ópio ("O doutor me mandou tomar porque disse que era bom para minhas dores", justificava a avó), que adora falar da vida dos outros ("É o ventilador do coração") e reúne as amigas para ‘ventilar’ a alma após as refeições? "Aproveitar, aprender e rir muito", concluiu a jovem Marjane bem cedo e muito antes de, nos anos 70, ser mandada pelos pais a estudar na Europa.

Apesar de ser aparentemente um livro que qualquer um (a) poderia ter escrito, ninguém o fez antes e a autora Marjane prova neste novo livro com ‘papo calcinha’, que a melhor forma de acordar para a beleza de um país que sofre, mas não se cala.

Em breve nas livrarias. Leia a crítica bacana do Estadão