segunda-feira, 15 de março de 2010

[O PECADO ORIGINAL DE NASCER MULHER]

xinran
Xinran, a jornalista chinesa vem aí com mais um livro: “Little Snow “…
A mais influente escritora chinesa conta novas histórias de abandono e solidão numa China ainda obcecada pela política do filho único
Se dos livros frágeis não se conta o final, dos marcantes, muito menos. Por isso não daremos a história de Little Snow, a filha que a jornalista Xinran Xue foi impedida de adotar quando ainda morava na China. Little Snow fecha a mais recente obra de Xinran Xue, Message from an Unkown Chinese Mother, que será publicada pela Companhia das Letras neste semestre como As Filhas sem Nome. Também por respeito à escritora mais crítica da política chinesa do filho único, Little Snow permanece em segredo aqui. Durante esta entrevista, dada por celular de Santa Fé (EUA), Xinran se emocionou quando mencionamos a criança. Tanto se emocionou que se calou.
Ela não é disso. Aos 52 anos, Xinran está em turnê para divulgar dez histórias de mulheres chinesas que penaram sob a lei que valoriza quem tem um filho homem e inferniza quem insiste em criar uma menina. Devido à restrição, milhões de garotas ainda são abortadas, outras são afogadas em penicos, outras nem chegam a se desenvolver no útero depois de um ultrassom certeiro e cerca de 120 mil são adotadas anualmente mundo afora, enquanto mães biológicas tentam o suicídio para sufocar o remorso. Às que resistem, resta pedir a Xinran que oriente as mães de nariz grande (as mulheres ocidentais) para que carreguem seus bebês apoiados no braço esquerdo, "assim a menina ficará mais perto do coração". Xinran, ela própria, mal conviveu com os pais, que a deixaram aos cuidados dos avós. Mudou-se para Londres, onde mora com o filho, de 21 anos, e o marido inglês, também seu editor. O acordo entre os dois é mudar a História. De que forma? Dando voz às vítimas e aos perdedores. E também às mulheres.
Em seu último livro, ‘Message from an Unkown Chinese Mother’, a senhora conta dez histórias de mulheres, entre elas chinesas que abandonaram suas filhas por causa da política do filho único, outras que foram abandonadas também devido a essa lei. Qual dessas histórias mais a tocou?
Em 20 anos de pesquisa, conheci muitas mulheres, mas escolhi entrevistar as que vivem no campo para entender o que aconteceu na China desde a predominância da população no meio rural até sua migração para as cidades. É muito difícil dizer qual delas me tocou mais porque todas foram uma grande lição pra mim. Cresci na cidade grande, era muito ingênua, mesmo aos 30 anos. Achava que todos na China viviam como eu vivia. Depois que conheci essas histórias, elas ainda me causam pesadelos. Na noite passada, acordei às 2 da manhã com a imagem da garotinha que vi sendo abandonada pela família na estação de trem. Ela devia ter 1 ano e meio, era quase meia-noite, não podia acreditar naquilo. Acordei pensando: "Será que sobreviveu?"
A senhora também teve uma infância longe dos seus pais. As mulheres presentes no seu livro são uma forma de tentar entender o comportamento da sua mãe em relação ao seu abandono?
Minha mãe não me abandonou. Ela era muito culta, falava quatro línguas, mas foi doutrinada para colocar o partido em primeiro lugar, o país em segundo e, então, as pessoas. Qualquer um que valorizasse primeiramente os próprios filhos era considerado capitalista. Minha mãe acreditava nisso. Três meses atrás tentei falar com ela. Eu queria saber se realmente se importava com o que tinha acontecido comigo. Ela ficou brava com a minha primeira pergunta, então achei melhor não insistir. Mas a verdade é que sinto falta dessa resposta, todas sentem. Quando viajo, é comum encontrar chinesas adotadas que querem ter notícias de suas mães. Não importa a idade ou a língua que falem, sempre perguntam a mesma coisa: "Por que minha mãe não me quis?" 

Leia a entrevista na íntegra no ALIAS

O Estado de S. Paulo - 14/03/2010 - Por Carolina Rossetti e Monica Manir

As Filhas sem Nome
Companhia das Letras 
Folheando_296 páginas 
Quanto_R$ 45,00
 

[PROJETO VELHO AMIGO, Ignácio de Loyola Brandão]




Em edição de luxo de 120 páginas, a obra traz receitas e dicas de decoração elaboradas pelos melhores chefs e decoradores da cidade de São Paulo. O livro tem coordenação editorial do já experiente e respeitado escritor brasileiro Inácio de Loyola Brandão que também assina o prefácio intitulado “Corrente do Bem”. E o Projeto Velho Amigo é dirigido por Regininha Moraes Waib, Regina Helou e Maria Thereza Cunha Pereira. 


Regina Moraes Waib comemora não só a edição, ela celebra as parcerias que foram formadas ao longo da história do Projeto Velho Amigo: “Este livro não é só para marcar um tempo, mas, para ajudar uma causa. Usamos o glamour para chamar atenção para os idosos”, afirma a benevolente.

Além das receitas e depoimentos dos decoradores, o livro conta a história do projeto com infográficos bem produzidos, incluindo imagens de making of do evento onde os decoradores se reúnem para criar espaços exclusivos que recebem os quitutes e iguarias dos chefs, sempre servidas com as melhores safras de vinhos.


Esta edição conta com o apoio do Grupo Suzano que doará todo o papel para impressão dos 4 mil exemplares. E, no dia do lançamento, as massas servidas aos convidados serão fornecidas pela marca Petybon.


O livro terá venda direta pelos telefones (11) 3071-4040 e 3079-0018 e custará R$ 100. Toda renda arrecadada será 100% revertida às casas de longa permanência credenciadas no Projeto Velho Amigo como: Casa da Divina Providência, Associação O Raiar do Sol, Lar das Mãezinhas, Casa dos Velhinhos, Pousada Luz Divina, Casa dos Velhinhos de Ondina Lobo, Carmelo Imaculado Coração de Maria e Santa Teresinha, Fraternidade Aliança Toca de Assis – 3 casas: Casa Grande Mãe de Deus, Vila de Assis e Casa São Pio (Toca de Cotia), Casa dos Velhos Irmã Alice e Lar Nossa Senhora da Conceição.



O Projeto

O Projeto Velho Amigo (www.projetovelhoamigo.org.br) criado em 1999 por Regina Moraes, Maria Thereza Cunha Pereira e Regina Helou, é uma associação sem fins lucrativos que procura estabelecer suas ações sociais de maneira estratégica, na busca de resultados e impactos que melhorem a qualidade de vida da população atendida pelos asilos apoiados. Seguindo sempre os valores de uma conduta ética e transparente proposta pelo Velho Amigo desde a sua fundação.

Hoje assiste diretamente mais de 600 idosos carentes, promovendo uma nova perspectiva de vida aos idosos em situação de vulnerabilidade social através da assistência, do desenvolvimento social, da educação, do esporte, da cultura e do lazer, como forma de resgatar sua dignidade e auto-estima.


domingo, 14 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

[Barbie & Ruth, de Robin Garber]


Que garota nos idos anos 60/70 não sonhou com uma Barbie? Eu fui uma. Mas como elas eram ‘caríssimas’, nos contentávamos com a sua ‘imitação’, a Susi, que não é de longe nem parecida com a Susi cabeçuda, que mais parece a empregada da Barbie, dos dias de hoje!
Bem, hoje tenho  ‘mais de 40’ e NUNCA tive uma Barbie! Snifff  E não que atualmente não possa comprar. Não sei porque … mas, me contento em ler a biografia da criadora desta boneca que fez, e ainda faz, história, como  objeto de desejo de toda e qualquer garota não só nos EUA, mas em mais de 150 países pelo planeta. A pequena e voluptosa boneca Barbie, que fez história na Feira de Brinquedos de 1959, como lançamento da Mattel
'Barbie & Ruth' é fruto do entrelaçamento das histórias de duas mulheres excepcionais - uma feita de carne e osso, outra, de sonhos. De um lado Ruth Handler, décima filha de imigrantes judeus poloneses, empresária pioneira, criativa e apaixonada, numa época em que o mundo dos negócios pertencia aos homens.
Ruth se dedicou três anos para preparar a Barbie para ser vendida. Só então começou a trabalhar no marketing da nova boneca. Até então, a maioria das bonecas eram de papel. Mas, já naquela época, como as meninas já gostavam de se embonecar, e para não assustar seus pais, com a erotização aparente da boneca, (afinal, não era muito fácil vender uma boneca naqueles tempos com seios fartos), ela foi chamada de Barbei de Modelo de Moda Adolescente.

Embora nenhum anúncio de divulgação conseguisse disfarçar o corpão da boneca mais parecido com uma mulher adulta, loja nenhuma quis ter em seus estoques uma quantidade grande da nova boneca. Muitos lojistas acreditavam que os seios e a sensualidade aparente chocaria a sociedade conservadora americana.
Sem falar que o mercado de brinquedos era dominado por homens, o que fez com que a maioria dos compradores ‘odiassem’ a boneca logo de cara.
Ruth que acreditava na criação de seu sonho, dizia que ‘As meninas pequenas só queriam ser meninas maiores’. Poucos reconheceram que ela falava de si mesma.
O resto da história, só comprando o livro e lendo… vai valer a pena se encantar …
BARBIE E RUTH
Genero_Biografias, Diários e Memórias
Autor_Robin Gerber
EDIOURO
Brincando_ 272 páginas
Quanto custa a brincadeira_R$ 44,90 mas, no Submarino está por R$ 34,90

quarta-feira, 10 de março de 2010

[DESOBJETOS]

capa desobjetos

Não me lembro quem acreditou e sempre espalhou que poesia não vende. Pode até não vender, se comparada a comercialização de grandes best-sellers, mas que é muito lido, lá isso é!

Antes de gostar de Monteiro Lobato e Pedro Malazartes, foi na poesia de Fernando Pessoa, que eu aprendi a apreciar o que era bom.

Confesso que há muito tempo, não caia nas minhas mãos, um livro de poesia tão ‘sensível’, tão ‘simples e ao mesmo tempo denso’

 

Esta poesia particularmente, de Fabiana Turci me encantou:

 

CORREDOR

Para ler um livro, um não-lugar:

passagem.

O melhor de um livro é deixá-lo.

(como o corredor

que leva à casa)

Para a espera,

um entre-lugar.

(espaço entre o quarto

e a porta)

entre o que é,

e o que é, ainda.

Para toda a dor

esta incrível habilidade

de para nada servir

e, ainda assim,

ser um caminho.

 

Quer coisa mais singela?

Esta é a estreia de Fabiana Turci na literatura.   Prova que ao evocar as coisas, as suprime, com este livro que se constrói a partir da afirmação de que a linguagem pode sim, ser poética e singela, através da subjetividade.

Prefaciado pelo escritor Menalton Braff, "Desobjetos" atinge o esmorecimento entre o verso e a prosa, fazendo um percurso que vai do livro à densidade do papel. Como um centro de onde se irradiam e se recebem significados, está ofertada a chave, que deixa ao leitor a porta aberta e permite-lhe compreender "o quanto a queda é o movimento mais importante para o indizível".

O livro de Fabiana propõe um caminho para a ausência, a princípio muito íntimo, quase um varal "feito para pendurar intimidades". Depois de passar pela dobra da orelha, onde há um poema feito para receber o leitor, deparamo-nos com o primeiro desobjeto: o livro. Ele se oferta em nossa mão como se suas páginas "soubessem do fim de um segredo". E estão no campo da intimidade os objetos que se seguem (varal, meia, pedra, vela, entre outros). A dimensão íntima deles descobre-lhes feições e usos insuspeitos.

No centro dessa viagem, encontra-se a chave que abre a porta ao outro. Olhos outros; alteridade que dá ao eu lírico "todo o pensamento do exterior". A figura do fora que a autora encontra, logo no início da segunda parte desse percurso, é o lápis. Esse desobjeto que tem "ânsia em propor o intraduzível" e existe para expressar o que é exterior, em um diálogo e um desejo de experienciar distâncias.

Esse percurso por ausências que expressam o desejo de encontro com o outro, o outro-ausência testemunhado por desobjetos também ausentes, evocados apenas pela linguagem que os conforma, chega ao fim quando somos confrontados com o papel. Diante dele, a autora propõe que o olhemos, não a partir de sua superfície, mas que possamos vislumbrar sua profundidade, que tem a espessura mesma do silêncio que há entre a ausência da coisa e sua evocação pela linguagem.

Fabiana Turci nasceu em São Paulo em 1985. É formada em filosofia pela PUC-SP e estuda Letras na USP, onde pesquisa a obra de Maurice Blanchot. Desobjetos é seu primeiro livro, no qual, segundo Menalton Braff, ela "desconstrói seus objetos com as palavras da definição para reconstruí-los como partes de si mesma". Ainda segundo o premiado autor, "o melhor que fazemos é pegar carona com ela para acompanhá-la em suas viagens".

DESOBJETOS

De Fabiana Turci

poesia

Editora_ Ibis Libris

Folheando_80 páginas

O preço do (des)objeto de leitura_R$ 25,00

 

“Desobjetos” será lançado no dia 23 de março, terça-feira, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509), das 18h30 às 21h30.

[DA IMPERFEIÇÃO]

"Há os que se queixam do vento. Os que esperam que ele mude. E os que procuram ajustar as velas."

 
Dito isso ... o parecer constitui, apesar de tudo,nossa condição humana. É ele então manejável, perfectível? E, no final das contas, esta veladura de fumaça pode dissipar-se um pouco e entreabrir-se sobre a vida ou a morte - que importa?

 
Sou de bem com a vida e do bem!!!


(Algirdas Julien Greimas)

segunda-feira, 8 de março de 2010

DIA INTERNACIONAL DA MULHER, o porquê da comemoração

diamulher

 

O Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, (8 de março) em todo o mundo tem um significado que pouca gente sabe! Além de lembrar as conquistas e vitórias já alcançadas pela luta feminista, tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito ao voto, no início do Século XX, na Europa e nos Estados Unidos.

Foi no Dia 8 de março de 1857, que operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e iniciaram a reivindicação por melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com grande violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato desumano e cruel.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

PARABÉNS A TODAS NÓS “DEVORADORAS de conquistas” e livros!

quinta-feira, 4 de março de 2010

[INCENTIVO À LEITURA]

Um exemplo para ser seguido:

Emirates distribui livros em todos os voos hoje partindo de Dubai

A Emirates está distribuindo livros aos passageiros que embarcarem hoje em Dubai. A campanha de distribuição funciona da seguinte maneira: todos os passageiros que embarcarem nos vôos da Emirates, de Dubai, ganharão um livro e serão incentivados a promover o hábito e o prazer da leitura.
A distribuição já começou no primeiro vôo que partiu hoje de Dubai, à 1h00, para Bahrein e seguirá até o último vôo, que decolará às 23h00 para Bangkok. No total, passageiros de 150 vôos receberão os livros e a tripulação de cabine explicará a proposta da Jornada Literária da Emirates durante a viagem.
Além disso, cada exemplar apresenta um número de série para que os leitores possam acessar o website do Festival de Literatura da Emirates Airline - www.emirateslitfest.com/literaryjourney - e compartilhar suas opiniões sobre a iniciativa, além de enviar comentários sobre o livro recebido. Serão distribuídos mais de 20 títulos, incluindo autores internacionais de renome como Kate Mosse e R.J Ellory, além de escritores árabes como Bahaa Taher e Maha Gargash.

terça-feira, 2 de março de 2010

[FÁBULAS DELICADAS, de Eliana Mara Chiossi]

Alguns livros, compro mesmo sem ter a intenção de lê-lo de imediato. Quase sempre ao procurar algo na estante, onde tenho uma coleção razoável de exemplares,

o livro que preciso ‘me escolhe’. Foi o caso de Fábulas Delicadas, da Eliana Mara Chiossi.

 fabulas-delicadas-lancamento

Neste seu primeiro livro, a autora, com seu texto direto e objetivo Eliana Mara Chiossi descarta a previsibilidade ao largo do olhar distraído do leitor. São valiosas as passagens em que a autora fala da semelhança com Deus, da hipótese de ser amante de Hitler ou da possibilidade de se chamar Agnes e correr para “entregar beijos tolos e minhas ideias vagas”.

Fábulas Delicadas apresenta uma mulher pensando sobre todos os assuntos a partir do seu lugar romântico, delicado. O livro todo é uma poesia para o leitor mais inocente.

“Estas delicadas fábulas, com que Eliana Mara Chiossi estreia de maneira tão notável e peculiar, são sempre pequenos jatos de luz cortante. Fulminantes: definitivos. Por vezes, criam ilhas de lendária solidão; em outras, brotam (do nada) coágulos irados, mas de mel. Às vezes, perfazem inscrições de uma aprendizagem antiquíssima, rupestre. Outras tantas, ostentam e acomodam apertados fatos de amor. Mas sempre explodem os limites do denso rol de linhas em que se represam, transbordando pela nossa existência afora, criando conosco uma camaradagem diuturna e inquieta: feminina.”   Maria Lúcia Dal Farra

Eliana Mara Chiossi é paulistana. Atualmente, mora em Salvador. Fez parte do MPA – Movimento Popular de Arte, na zona leste de São Paulo, onde descobriu a paixão pela literatura e outras artes. É professora doutora (Universidade Federal da Bahia – UFBA e Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS) na área de Estudos Literários. Seu livro de contos, Mil Folhas e uma, ainda inédito, ficou entre os selecionados do concurso nacional SESC/Record (2006).

 

FÁBULAS DELICADAS
Autor: Eliana Mara Chiossi
ISBN: 9788575313237
Edição: 1ª Edição
Páginas: 112
Preço: R$ 19,90  Está por R$ 17,90 na Americanas .com