quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CARTA A MINHA FILHA, de Maya Angelou

capa cartas a minha filha


Um texto a todas as mulheres do mundo, filhas adotadas,  independentemente da cor, do credo, da nacionalidade, da orientação sexual ou da educação que recebem.

Em Cartas a minha Filha, Maya faz observações inteligentes sobre temas tão diversos quanto política, relacionamentos, família, história, diversidade cultural ou religião, ela nos presenteia com sua escrita simples, mas precisa, cheia de sentimento e otimismo. A autora reúne fatos que vão fazer o leitor refletir, ou, por vezes, dar risada.

Relata acontecimentos que mostram que tanto o erro quanto o acerto podem levar ao crescimento pessoal, mesmo contra todas as expectativas, como na ocasião em que ela, ainda adolescente, imatura e inexperiente, se tornou mãe. “Você não pode controlar todos os fatos que acontecem em sua vida, mas pode decidir não ser diminuída por eles”, ensina Maya.

Toda a narrativa revela alguém que aprendeu a lidar com situações e pessoas dos mais diversos tipos. Ocorrem encontros potencialmente problemáticos que Maya teve com estudantes brancos e negros e momentos em que o choque de culturas a fez enfrentar situações embaraçosas, às quais buscou contornar — nem sempre de forma bem-sucedida — com perspicácia e, sobretudo, graças à educação dada por sua avó. Mesmo que Maya tenha seus defeitos, soube compensá-los ao sacrificar parte de sua juventude para dar uma boa educação ao filho. É dona de uma força de vontade que a levou a ser, apesar das dificuldades que a vida lhe impôs, tudo o que é atualmente. Essa humanidade mostra quem ela é e reflete um pouco de todos nós.”


Sobre a autora

 
Maya_Angelou_


Poeta, escritora, professora e diretora, Maya Angelou nasceu em Saint Louis, cresceu em Stamps, Arkansas, e mudou-se para São Francisco, aos 13 anos, ícone pela luta dos direitos humanos nos Estados Unidos. Além de alguns best-sellers autobiográficos, como I Know Why the Caged Bird Sings, A Song Flung Up to Heaven e Gather Together in My Name, escreveu coletâneas de poesia e um livro de receitas.

Trecho
“Vamos dizer a verdade às pessoas. Quando perguntarem: ‘Tudo bem?’, tenha a coragem de às vezes responder sinceramente. Você precisa saber, no entanto, que elas vão começar a evitá-lo, porque elas também têm joelhos que incomodam e cabeças que doem e não querem saber das suas dores. Mas pense assim: se elas nos evitarem, teremos mais tempo para meditar e fazer uma boa pesquisa sobre a cura para o que realmente nos incomoda.”

Impressões
Um dos mais singelos livros que já li este ano. Recomendo. Para ler com muita calma e os sentidos.

Editora Nova Fronteira

Lendo as cartas em _120 páginas

Investimento_R$ 19,90  (até o preço é singelo)

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