quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

[NÓS QUE AMAMOS FERNANDO, o Pessoa]

start

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!


Fernando Pessoa

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

[MUTUS LIBER]


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Você conhece um livro mudo, sem palavras? Ele é o "Mutus Liber' e só existem 2 exemplares no mundo! Um deles está em Mafra, na biblioteca que pertenceu a Ordem de Santo Agostinho, exposto na vitrine.
O chamado' Livro Mudo da Alquimia' é uma das mais relevantes e belas produções da tradição pictórica do hermetismo medievo.
O Master Liber mostra o caminho da transformação, sabedoria e da magia. A lição é transmitida através de quinze pranchas ilustradas. Seus simbolos e o caminho mágico ensinado nesse livro.
No Brasil, pode-se citar a belíssima edição realizada por Sérgio Rizek (Attar Editorial elogiada por eruditos do calibre de Haroldo de Campos, que inclui comentários de José Jorge de Carvalho, comentários deveras esclarecedores ao leitor que se inicia nos assuntos da Tradição e do Simbolismo Alquímico.
Encontrei para baixar na internet. Mas o site era do Vietnam…  Não sei porque não me senti segura em fazer um dowload!

Mutus Liber

o livro mudo da alquimia

Editora ATTAR
Folheando_140 páginas
ESGOTADO
Este texto foi originalmente publicado no Caderno Mais! da Folha de S.Paulo em 09.2003

A fala visível do livro mudo

...aprende assim de seu Bem-Amado o salmo do amor sagrado. Revela seus segredos como o rouxinol, que não pode falar como nós”. E completa-se uma prece sufi, uma prece do sufismo, o pensamento místico islâmico, que se apresenta ao leitor do livro A Linguagem dos Pássaros.

por Haroldo de Campos

domingo, 27 de dezembro de 2009

[CONFIDENCIAL – SEGREDOS DE MODA, ESTILO E BEM-VIVER, de Constança Pascolato]


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Me dei de presente, o terceiro livro de Moda e Estilo de Constança Pascolato, onde ela relata as experiências pessoais e dá interessantes dicas de como construir seu próprio estilo e viver bem.


Nele, tem desde dicas para montar um look até cuidados com a alma. Afinal, chegar aos sessenta e nove anos em plena forma física, mental e espiritual, só com muita disciplina, empenho e auto-observação. E a grande recompensa é a pessoa estar de bem com a gente e com o espelho.
Parte autobiografia parte livro de dicas, Confidencial, de Costanza passa experiências de fashionista e como construir um estilo. Revela truques de como montar um look personalizado a partir de recortes de revistas e fotografias do próprio corpo, em vários ângulos, numa espécie de terapia da aparência. De mãos dadas com as inseguranças de cada um, Costanza mostra o rumo a uma singular imagem de estilo, transformando imperfeições em personalidade, potencializando o que se tem de melhor.
A autora fala de elegância como um estado de espírito, uma filosofia de vida que supera o mundo das aparências, diz como enxerga o mundo através da moda, que nada mais é do que um retrato da sociedade.
As peças que não podem faltar num armário, como vestir e comportar-se adequadamente nos mais variados ambientes, como estar bem, sempre. com muito charme, simplicidade e bom humor, Costanza revela os cuidados que mantém com seu corpo, com soluções mais naturais e menos agressivas para conseguir um visual saudável. O importante é mostrar ao mundo quem se é. Através de roupas, gestos e ações.


Costanza nos conta, confidencialmente, sobre o que aprendeu com seus amores e suas andanças pelo mundo. Sua curiosidade infinita sempre a levou a transformar a banalidade da existência em experiência original. O tempo todo em busca de aprimoramento e recomeço. Para ela, não importa a idade. Faz todo o sentido ter vontade de mudar, melhorar. E despreocupar-se. Esta é sua mensagem ultrapositiva e, acima de tudo, livre.


Adorei seu comentário sobre simplificar a vida!

”Simplificar a sua vida, entre outras decisões, significa ter coragem de deixar para trás até as pessoas que não combinam mais com você.”
 
Editora Jaboticaba
Quanto_R$ 54 (na SARAIVA.COM, achei por R$ 34)
Folheando_240 páginas

domingo, 20 de dezembro de 2009

[MEU AMOR, de Bia Bracher]



Conheci Bia em 1998 quando fui trabalhar na Editora 34. Era para eu ficar uma semana acabei ficando cinco anos por lá. Bia sempre delicada, tranquila, simplesmente elegante, já tinha no olhar a vontade de mudar. Não queria ser conhecida apenas como a filha do Ministro. Ela tinha muito mais a mostrar e uma ansiedade de transformar as coisas ao seu redor.
Soube por ela que casou cedo. Muito cedo. Aos 15 anos, e que morou no Japão. Só isso já era para mim uma história de vida. Ela falava pouco, mas ouvia com atenção. 
Todos se surpreenderam quando ela de repende (ou não!), decidiu estudar cinema, se casar, e abandonar a Editora, não nesta ordem, claro! Pouco depois ela lança um roteiro, escreve um livro, depois outro... ganha um prêmio Jabuti, e aqui está ela de novo como a escolhida autora do melhor livro do ano pelo caderno Mais!, onde eu iniciei minha vida jornalística. Um ciclo literário que se completa, mas não termina...


Bia ganhou o prêmio Clarice Lispector 2009, de melhor conto, da Biblioteca Nacional, com este livro, e Marina Colassanti (minha primeira autora de cabeceira, ganhou com Passageira em Trânsito, da Record, que em breve, falarei aqui).


"Neste livro de contos que Bia escreveu e reescreveu entre 2004 e 2008,  à primeira vista muito díspares, são intimamente ligados por um olhar crítico e ao mesmo tempo amoroso sobre a fragilidade da vida".  Preciso ler... e você também! 


Meu Amor
Editora 34
Quanto_R$ 27
Gênero_Contos


foto de Filipi Redondo 12.03.09 Folha Imagem

[GUERRA CONTRA OS LIVROS XEROCADOS, Blog do Galeno]




Como na letra do compositor Luiz Melodia, a Estácio vai acalmar os sentidos dos editores de livros técnicos e universitários brasileiros. Uma das maiores redes de ensino universitário privado do País, ela está para anunciar, junto com a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos, uma medida de peso contra os livros xerocados. No lugar das filas na porta de copiadoras, das fotocópias de qualidade duvidosa, de materiais muitas vezes inexistentes e, sobretudo, do risco de se verem envolvidos com acusações de pirataria, os 200 mil alunos da instituição receberão em casa um kit com 100% da bibliografia a ser utilizada no ano letivo pela faculdade. Serão nada menos do que 1.000 páginas por semestre. E tudo gratuitamente, comenta Galeno Amorim. A ABDR chia que no Brasil são feitos 50 milhões de cópias ilegais de livros por ano.  Absurdo!!!
PublishNews

sábado, 19 de dezembro de 2009

[DISCUTINDO LITERATURA - CLARICE LISPECTOR]


A sensibilidade de Clarice Lispector deu fôlego à literatura brasileira e um novo sentido ao termo "literatura intimista". Mulher de rara e exótica beleza cuja singularidade sobre o ser e o estar no mundo superou em muito o exotismo de sua exterioridade. Escritora, advogada, jornalista, mãe e embaixatriz, foi uma cidadã do mundo. Vinda da gelada Ucrânia, viveu no Recife e em várias cidades do mundo, indo fixar-se no Rio de Janeiro. Mas, lendo Clarice, vendo-a e ouvindo-a tem-se a impressão de que nunca encontrou o seu lugar no mundo, senão no doloroso exercício de escrever.

Quem nunca passou pela extraordinária aventura de se deleitar com os seus textos não pode se furtar a essa experiência. Quem já experimentou sabe que se trata de uma tarefa  sem fim, pois cada vez que retomamos a eles, mais e mais Clarice se revela aos nossos olhos. Todo o seu viver está refletido numa obra fantástica que tem a missão infinita de transformar seus leitores. Eu fui uma delas. Devoradora de Clarice que sou releio A Descoberta do Mundo. O meu livro preferido, há exatos 20 anos. Recomendo!




Este livro que reune uma coletânea de crônicas de 1984, ganha agora, 25 anos depois, uma nova edição. Os textos revelam elementos da escritora reflexiva que tanto se preocupou com a essência da alma humana. As crônicas também mostram como ela se preocupava com o leitor, e desejava uma troca profunda com ele. Mesmo resistente a relatos autobiográficos, Clarice Lispector deixa escapar fatos mundanos e muito pessoais em suas crônicas. Da descoberta do amor ao seu comportamento impulsivo, do ato de escrever à saudade, a autora se deixava entrever em suas histórias para o jornal. A maternidade, por exemplo, é tema constante nas crônicas. As recordações de infância e adolescência são afetuosas e calorosas, incluindo repetidas declarações de amor à literatura e às primeiras leituras de Monteiro Lobato, em menina.


A qualidade literária passa por todas as histórias, das frases sucintas aos relatos mais detalhados sobre jantares e encontros, além de impressões sobre alguns personagens que atravessam toda a sua obra, inclusive a literária, como videntes, cartomantes, empregadas domésticas, crianças e velhos. Através de suas crônicas, Clarice Lispector pôde estabelecer um elo freqüente e sincero com seus leitores, apresentando sua obra para aqueles que ainda não a conheciam, ampliando o alcance de sua trajetória, semeando uma popularidade que, desde então, não parou de crescer.


A Descoberta do Mundo
Editora Rocco
Folheando_480 páginas
Custo_R$ 58,50

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

[COMPAIXÃO, de Toni Morrisson ]



Toni Morrison é a romancista americana contemporânea que melhor entende o delicado tema da condição da mulher negra nos Estadod Unidos.

Nesta narrativa que se passa em 1690, nos primórdios da nação america, mais uma vez a a autora se  debruça sobre a condição do negro nos Estados Unido. Diferente de Amada, onde ela visitou o terror permanente da vida na escravidão,agora em Compaixão, Toni recua cem anos antes da Declaração de Independência e recorda do início do regime escravagista.
Morisson vê nascer neste início, a possibilidade de uma escravatura sem racismo, que pode unir brancos, negros, indíos na mesma luta pela sobrevivência no nordeste americano.

O livro conta a história de Florens, que a própria mãe entrega como pagamento de dívida ao seu senhor, na esperança de que possa ter uma vida melhor em uma fazenda remota, ao lado de três outras mulheres, Rebekka, a senhora branca; Lina uma escrava indígena; e Sorrow, outra escrava negra, e do tolerante senhor anglo-holandês Jacob Vaark.


Florens em meio as asperezas da vida rural, descobre o amor e o sexo em meio a uma terra sem lei, o puritanismo religioso das seitas protestantes e a liberdade do indígena e do negr. Na verdade sua busca está entre o amor pela pátria eo amor perdido da mãe que a abandonara.  

Impressões_Um oportuno olhar ao lirismo e clareza que Toni lança à origem efetivamente mestiça da cultura e da civilização dos Estados Unidos.

Gênero-Romance
Folheando_160 páginas
Quanto vale_R$ 36,50

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

[BEETHOVEN ERA 1/16 NEGRO, de Nadine Gordimer]




Esta é a nova coletânea de contos da escritora sul-africana, Nadine Gordimer, Prémio Nobel da Literatura de 1991. A  história pessoal dos personagens e de seus antepassados são escritos em proza inquieta e precisa, retratando a África do Sul em nova configuração social, de um país que atravessa profundas transformações e que procura encontrar uma nova identitidade. Num local onde a ascendência negra para Beethoven é a fórmula encontrada pelo locutor branco da rádio para justificar a emissão das obras do compositor, em particular, os Quarteto de Cordas, no. 13, op. 130 e no. 16, opus 135., reflexos de uma recém forjada ideologia baseada no antagonismo automático ao passado:
"Antes havia negros que queriam ser brancos.
Agora há brancos que querem ser negros.
É o mesmo segredo."

Impressões_A autorta explora os grandes eixos existencias ao tratar de temas como os da raça, identidade, memória, amor e sexualidade, demonstrando,  que nunca estamos livres do passado. 
 
Editora_Companhia das Letras
Folheando_168 páginas 
Custo_R$ 41,00

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

[DE MALAS PRONTAS, de Danuza Leão]




Um giro por quatro das mais modernas cidades do mundo, pelo olhar de Danuza Leão, é simplesmente uma delícia. Aqui não poderia ser diferente. Quando Danuza faz as malas o leitor tem a melhor companhia para uma ótima viagem.
Em seu livro anterior, Fazendo as malas,  a autora passeia por Sevilha, Lisboa, Paris e Roma, para agora, num roteiro enxuto, visita São Paulo, Buenos Aires, Berlim e Londres.

Após relatar suas impressões pelas cidades onde circula com desenvoltura, as descreve em  saborosas crônicas de costumes, que seus leitores saberão reconhecer.

Impressões_Um novo best-seller da autora

Editora_Companhia das Letras
Gênero_Viagem e aventura


Folheando_216 páginas

Quanto_R$ 38