sábado, 24 de outubro de 2009

[NÃO CONTE A NINGUÉM, de Harlan Coben]


O livro é suspense do início ao fim.
Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer.
O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa. Ainda estou lendo, mas adorando. Já li deste autor o Confie em Mim, muito bom também...



ADOREI! Do início ao fim, é inusitado, surpreendente, e cheio de suspense! SUPER RECOMENDO. É destes livros que você acha que não vai gostar, mas, não consegue parar de ler...


Editora_Sextante
Folheando_256 páginas
Custo_R$ 29,90 (preço bacana)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

[BOA COMPANHIA — HAICAI, vários autores / Org. Rodolfo W. Guttilla]



O livro HAICAI reune autores de diversas gerações e tendências que praticam ou praticaram o haicai (pequeno poema de origem japonesa) no Brasil, esta coletânea completa a coleção Boa Companhia, que já lançou contos, poemas e crónicas.
Sou suspeita para falar de Rodolfo Gutilla. Conheço seu trabalho há anos, sou fã de suas publicações quando ele ainda tentava 'divulgar' seu trabalho. Ele também foi meu professor de Antropologia na faculdade de jornalismo e já demonstrava paixão em tudo o que fazia.

Fiquei extremamente 'curiosa' com esta "primoroza" organização de autores que eu nem imaginava terem trabalhos HAICAI. Entre eles Paulo Leminski, ÉricoVeríssimo, Décio Pignatari e Millôr, de quem sempre fui leitora. O interessante, é que como pesquisador Rodolfo Gutilla é um pesquisador e divulgador a história do haicai no Japão e sua aclimatação ao Brasil, pouco conhecidos entre nós.

Logo no início de sua introdução somos informa¬dos de que essa forma poética tradicional japonesa, usualmente feita de três versos de 5,7 e 5 sílabas poéticas, busca estabele¬cer laços concisos e surpreendentes entre a natureza e o espírito humano, e teve em Matsuó Bashô (1644-94), Bussôn (1716--84) e Kobayashi Issa (1763-1827) seus três maiores artistas, responsáveis também pela codificação definitiva do género.


Impressões_Leitura delicada para momentos de quietude das devoradoras. Confira este breve aperitivo de Boa Companhia — Haicai
Stop!
A vida parou
ou foi o automóvel?
(Carlos Drummond de Andrade) 5

Editora_Companhia das Letras
Folheando_192 páginas
Custo_R$ 32,50

O lançamento do livro com sessão de autógrafos acontece nesta Quarta-Feira, dia 28 de outubro, às 20h30 na livraria da Vila (Al. Lorena, 1731) precedido de um debate às 19hs, com Alice Ruiz, Carlos Vogt, Olga Savary e mediação do Organizador Rodolfo Gutilla.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

[CLÁSSICOS ADAPTADOS]


A divina comédia, de Dante, para meninos e meninas? Pois é, está tudo lá sem tirar nem pôr: a selva escura; a pantera, o leão e a loba que impedem a chegada do narrador à colina; o guia Virgílio; Beatriz; o inferno, o purgatório e o paraíso. Mas, ao contrário da placa escrita à porta do inferno – “deixai toda esperança, ó vós que entrais” – o livro permite entrar à vontade. Não é quente nem fede a enxofre. Será quem sabe uma jornada feliz e curiosa, graças ao talento de Roberto Mussapi, na adaptação do texto, e à arte de Giorgio Bacchin, nas ilustrações. Ambos italianos, como Dante Alighieri, Mussapi e Bacchgin são responsáveis por outros títulos da coleção Mestres da literatura universal, recente lançamento da editora FTD. Além de A divina comédia, chegam às livrarias Fausto, de Goethe; O avarento, de Molière; e A tempestade, de Shakespeare. Todos com a marca da fidelidade possível aos textos originais, e a compreensão de que a leitura é destinada, prioritariamente, aos jovens.[Cada titulo custa R$ 27.]

Do JB

[UMA CRÍTICA SOCIAL]



Entre março e abril de 1931, algumas poucas edições de um pequeno tabloide de seis páginas provocaram grandes repercussões na maior cidade brasileira. Em São Paulo, o antropófago Oswald de Andrade e a jovem Patrícia Galvão, a Pagu, comandavam críticas impressas ao Estado, à Igreja, a tradições, à sociedade, a monopólios, às autoridades. Com clima de provocação, O Homem do Povo circulou na capital paulistana na década de 30, foi recuperado nos anos 80 e retorna agora, em O Homem do povo: coleção completa e fac-similar do jornal criado e dirigido por Oswald de Andrade e Patrícia Galvão (Pagu) (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/Museu Lasar Segall/Globo, 76 pp., R$85). O Homem do Povo é um documento de um dos momentos mais agitados do Brasil, que combinava mudanças econômicas, políticas e sociais. A exposição Pagu/Oswald/Segall está no Museu Lasar Segall (Rua Berta, 111. Vila Mariana/SP).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

[DE CUBA COM CARINHO]




Yoani Sánchez escreve um dos blogs mais visitados do mundo, Generación Y, com vários milhões de acessos mensais, mas quase não consegue ser lida em Cuba, onde mora com seu marido Reinaldo Escobar e seu filho adolescente Teo. Quando eleita pela revista Time uma das mulheres mais influentes do mundo, ou quando recebeu o prêmio Ortega y Gasset, seus feitos não foram registrados, muito menos festejados pelo governo cubano. Mas ela não escreve sobre política.


De Cuba, com carinho é um belo livro que narra a vida cotidiana de quem vive na ilha, sofre com a decadência da economia cubana, mas ama seu país. Alguém que não deseja que conquistas obtidas nas últimas décadas sejam jogadas fora, mas acha que o regime envelheceu junto com seus dirigentes. E conta tudo isso em textos cheios de vida, humor e certo amargor, mas muita esperança.

Impressões_A esperança da blogueira atravessa as fronteiras proibidas pelo regime cubano. Vista de fora, Cuba parece perfeita. Com este livro as informações em textos cheios de esperança, dizem que tudo pode melhorar!
 
Editora Contexto
Folheando_228 páginas
Custo_R$ 29,90 (Ótimo)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

[TAREFA INGRATA]



Segundo o dito popular, todo mundo deveria plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro antes de morrer. Qualquer um pode ajudar a reflorestar o mundo ou aumentar a família sem muitas dificuldades. Também é relativamente fácil escrever sua primeira obra. Lançá-la, no entanto, são outros quinhentos. Em nosso atual mercado, existem editoras demais para leitores de menos. E a invasão dos best-sellers torna o sonho de um novato escritor brasileiro, de se ver na vitrine de uma livraria, quase impossível. “O mercado é extremamente restrito”, conta Joaci Pereira Furtado, coordenador editorial da Editora Globo. O escritor paulista André Vianco, que despontou como novo talento e emplacou nas livrarias com Os sete, um livro sobre vampiros, já lançou 12 títulos no mercado e constou por semanas em várias listas de best-sellers. Acha que ele vendeu milhões? Que nada. Os sete vendeu pouco mais de 55 mil exemplares, mas um sucesso retumbante em se tratando do mercado editorial brasileiro. No total, o escritor já vendeu 288 mil cópias de seus livros

Correio Braziliense - 29/09/2009 - Por Luciano Marques

[PRÊMIO JABUTI]



A Câmara Brasileira do Livro anunciou nesta terça-feira, em São Paulo, os vencedores da 51º edição do Prêmio Jabuti. Foram apresentados os três ganhadores em cada uma das 21 categorias do concurso. No dia 4 de novembro ocorrerá a cerimônia de premiação quando serão anunciados os vencedores do “Livro do Ano de Ficção” e o “Livro do Ano de Não-Ficção”. O primeiro lugar em cada categoria recebe R$ 3 mil, e os melhores livros do ano de Ficção e Não-ficção ficam com R$ 30 mil cada um. Esta edição traz uma nova categoria, “Tradução de obra literária Francês-Português”, em homenagem ao ano da França no Brasil, cujo vencedor receberá como prêmio R$ 6 mil. Neste ano, o Jabuti bateu seu recorde de inscrições, foram 2.573 obras, cerca de 20% a mais que em 2008, quando concorreram 2.131 publicações. Uma das categorias premiadas, “Romance”, foi conquistada pelo escritor gaúcho Moacyr Scliar com Manual da paixão solitária (Companhia das Letras), livro que trata do universo religioso inspirado no relato do Gênesis, História de Judá e Tamar. Outro gaúcho que levou a melhor foi Fabrício Carpinejar, na categoria “Contos e crônicas” por seu Canalha! (Bertrand Brasil), um retrato poético e divertido do homem contemporâneo.